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Biomédica e Estudante de Medicina (Contatos --> Tel: 67-9976-5669; e-mail: thayara.paolla@yahoo.com.br)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O exame de urina é importante?

A urina contém informações a respeito de muitas das principais funções metabólicas do organismo. Além de ser um exame de grande utilidade, é barato e não-invasivo.
O volume urinário depende da quantidade de água que os rins excretam e há certos fatores que influenciam, tais como: ingestão hídrica, variações na secreção de hormônio anti-diurético, perda de líquido por suor, vômitos, entre outros.  A cor varia conforme funções metabólicas, substâncias ingeridas e condições patológicas. O aspecto sofre influência por infecção, leucócitos, sangue e demais estruturas encontradas no exame microscópico. Uma urina límpida nem sempre é normal. A densidade depende do grau de hidratação do paciente e ingestão de certas substâncias. O pH auxilia na determinação da existência de doenças sistêmicas de origem metabólica ou respiratória.
A determinação das proteínas é o exame químico mais indicativo de doença renal, sua presença requer testes adicionais, já que nem sempre significa problema renal. Podem estar presentes em infecções, nefropatia diabética, febre alta, exposição ao frio, etc. A determinação da glicose é mais precisa quando o paciente realizou jejum corretamente, já que há pequena quantidade presente em urinas normais. A glicosúria é indicativa de diabetes, pancreatite, câncer pancreático, hipertireoidismo e outros. As cetonas são produtos do metabolismo incompleto dos lipídeos e a sua presença na urina está relacionada com condições metabólicas nas quais a gordura, ao invés dos carboidratos, é usada como fonte de energia. Isso ocorre no diabetes mellitus não controlado, alcoolismo, jejum prolongado e raras doenças metabólicas hereditárias. A presença de sangue resulta de sangramento em qualquer ponto do trato urinário, desde o glomérulo até a uretra, podendo ser devido às doenças renais, infecção, tumor, cálculo, etc. A presença de bilirrubina indica obstrução das vias biliares (cálculos, câncer) ou lesão dos hepatócitos (hepatite, cirrose). Sua detecção, em combinação com o urobiligênio, é importante na suspeita de doenças hepáticas e na investigação das causas da icterícia. O aparecimento do urobiligênio na urina acontece também na insuficiência cardíaca congestiva, estados de desidratação e febril. A presença de nitritos indica infecção do trato urinário (cistite, pielonefrite) e é útil na detecção da bacteriúria assintomática.
No exame microscópico, a presença de leucócitos em número significativo indica infecção urinária ou processos inflamatórios do trato genito-urinário (glomerulonefrite, lúpus eritematoso, tumores) sem a presença de bactérias. É comum a presença de células epiteliais em pequena quantidade, mas podem estar aumentadas em várias infecções do aparelho urogenital, por exemplo: presença de clue-cells na infecção por Gardnella vaginalis. A urina originalmente é um líquido estéril, mas sofre contaminações vaginal, uretral e da genitália externa durante a coleta. Uma infecção verdadeira por bactérias, fungos ou leveduras deve ser acompanhada de leucócitos aumentados. O parasita encontrado com maior freqüência é Trichomonas vaginalis, que é sexualmente transmissível e na infecção de uretra masculina e prostatite é assintomático. Os filamentos de muco podem estar aumentados nas uretrites.
Os cristais raramente têm significado clínico. Porém, alguns deles podem representar doença hepática, erros inatos do metabolismo, insuficiência renal ou danos causados nos túbulos. Os cilindros são únicos elementos encontrados no sedimento urinário que são exclusivos do rim, devem ser identificados quanto à sua composição. A largura e composição do cilindro depende do túbulo renal em que ele se formou.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

COLESTEROL ALTO, saiba como prevenir.

Ao contrário do que muitos pensam, o colesterol é importante para o organismo, pois é um tipo de gordura que o corpo precisa para crescimento e regeneração celular, produção de hormônios sexuais, conversão em ácidos biliares para ajudar na digestão e é também precursor da vitamina D. Porém, a hipercolesterolemia - ou colesterol alto - é uma condição de saúde perigosa, já que está associada a um maior risco de doenças cardiovasculares.
O colesterol do corpo tem duas origens: síntese no próprio organismo humano e proveniente da dieta alimentar. Como a hipercolesterolemia é um problema assintomático, é importante que se faça exames de sangue periodicamente – sendo eles: colesterol total e suas frações: triglicerídeos, HDL, LDL e VLDL.
Taxas elevadas de colesterol podem levar à aterosclerose – problema em que a gordura se deposita nas paredes das artérias, estreitando as mesmas, podendo ocasionar obstrução e produzir sintomas como angina (dor no peito) e ataques cardíacos.
O HDL – “colesterol bom” – está associado ao menor risco de problemas coronarianos pelo fato de ajudar a carregar o colesterol das células do corpo e paredes das artérias, levando-o para o fígado, onde será reutilizado, descartado ou convertido em ácidos biliares. O LDL – “colesterol ruim” – está envolvido na formação das placas de gordura que levam à obstrução das artérias. Por isso, é importante manter o nível de HDL elevado, já o LDL e demais frações devem ser mantidas baixas.  
Para evitar o colesterol alto, o paciente deve levar um estilo de vida saudável, cortar o tabaco, evitar bebidas alcoólicas, praticar atividades físicas regulares, controlar o stress e ter uma dieta alimentar saudável. Os alimentos recomendados são:
·         Verduras, legumes, frutas, cereais e grãos;
·         Peixes e carnes brancas, preparadas sem pele;
·         Reduzir consumo de carne vermelha e, quando consumir, retirar a gordura visível;
·         Evitar consumo de gema do ovo, leite integral, manteiga e doces
·         Dar preferência a produtos desnatados
·         Usar óleos insaturados, tais como soja, canola, oliva, milho, girassol e algodão. Preferindo os três primeiros.
·         Evitar o uso de óleo de coco e dendê
·         Evitar frituras, biscoitos amanteigados, croissants, folhados
Para pacientes de maior risco, recomenda-se o uso de vastatinas sob recomendação médica. As vastatinas são substâncias inibidoras da síntese de colesterol pelo organismo. As crianças com colesterol alto devem fazer reeducação alimentar e atividades – ex: natação, judô, etc – ainda na infância para evitar problemas cardiovasculares precoces.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

CONTAMINAÇÃO DE ALIMENTOS: você sabe prevenir?

As infecções alimentares são consideradas hoje um problema de saúde pública no Brasil e afetam outros inúmeros países. Os alimentos podem ser contaminados por fungos, bactérias, parasitas e vírus.
Os alimentos possuem um número muito grande de componentes, sendo a maioria deles: água, proteínas, lipídios e carboidratos. Além de sais minerais, vitaminas, ácidos nucléicos e outros. Assim como o corpo humano, que consegue aproveitar significativa parte desde compostos, uma grande variedade de microrganismos também o fazem, permitindo que os alimentos sejam locais ideais para proliferação microbiana.
Em alguns alimentos os fungos são utilizados propositalmente, como é o caso do fermento. Porém, fungos filamentosos (bolores) e leveduras podem causar contaminação, principalmente em alimentos com baixo percentual de água e/ou elevada porção de lipídios. O risco está na produção de toxinas por algumas espécies, pois quando acumulam-se no organismo humano podem causar uma série de transtornos, desde ataques ao fígado até câncer.
Os vírus utilizam os alimentos apenas como transporte até uma célula viva, pois dependem dela para manterem-se vivos. Atualmente tem-se dado maior atenção à contaminação viral devido aos casos de febre aftosa e gripe aviária. Mas também os vírus da hepatite A, hepatite B, adenovírus e rotavírus podem estar presentes nas comidas. Os parasitas – Giardia lamblia, Ascaris lumbricoides, tênia, ameba e outros - são adquiridos por alimentos mal cozidos e normalmente causam infecções assintomáticas. Quando o paciente apresenta sintomas, são discretos e inespecíficos, podendo até mesmo não ser diagnosticados.
As bactérias são as de maior participação nas contaminações pelo fato de atuarem sob numerosos tipos de substratos, diferentes faixas de temperatura e pH do ambiente. Podem ser deteriorantes, causando alterações nas propriedades sensoriais como cor, cheiro, sabor, textura, viscosidade, etc. Destacam-se Salmonella typhi, Bacillus cereus, Clostridium botulinium, Clostridium perfringens, Vibrio cholerae e Vibrio parahaemolyticus.
Para evitar esses problemas, os manipuladores:
·         Devem manter as mãos limpas, unhas aparadas e evitar colocar a mão na boca, nariz, cabelo, etc e sempre que o fizerem devem lavar as mãos;
·         Não usar anéis, jóias, adornos;
·         Evitar a contaminação pelo uso do mesmo utensílio em diferentes alimentos (ex: cortar carnes e legumes com a mesma faca);
·         Cozinhar bem os alimentos;
·         Para os alimentos consumidos CRUS: lavá-los em água potável e imergi-los em solução desinfetante apropriada (encontrada em mercados) segundo indicação relativa à dosagem e tipo de ação do produto e após isso, lavá-los em água potável novamente;
·         Não guardar latas de conserva depois de abertas e não consumir quando, ao abrir, liberar gás;
·         Não consumir alimento com prazo de validade vencido;

É importante se atentar para as instruções específicas de preparo e armazenamento (antes e depois de pronto) de cada tipo de alimento - verduras, carnes, pescados, etc – pois a manipulação incorreta pode facilitar a contaminação.