Hepatite é qualquer inflamação do fígado e pode ser ocasionada por infecções – bactérias ou vírus - álcool, medicamentos, drogas, doenças hereditárias e doenças autoimunes. Com a inflamação são destruídas as células do fígado, causando diversos danos ao organismo. A forma de aquisição difere conforme o tipo de hepatite. São popularmente chamadas de amarelão ou derrame de bile.
As hepatites virais são: hepatite A, B, C, D e E, sendo que cada uma delas difere tanto na transmissão, quanto nos sinais, sintomas e duração da doença. No geral, a transmissão pode ocorrer por contato sanguíneo – piercings, tatuagens, compartilhamento de agulhas, alicates de unha, aparelhos de barbear e depilar; por via fecal-oral (fezes de pessoas que contaminam a água de consumo e alimentos, normalmente em regiões de condições sanitárias insatisfatórias); relações sexuais; contato desprotegido com sangue ou secreções contaminadas e também da mãe para o filho durante o parto.
Nem todas as hepatites virais se tornam crônicas. Algumas delas – como a hepatite A – apresentam cura dentro de um mês. Porem, outras – como a hepatite B – se cronificam e podem levar à cirrose, ao câncer de fígado e à morte. Para prevenção, existem vacinas para os tipos A e B. Hepatite D só se adquire na presença do tipo B.
A hepatite alcoólica é ocasionada pelo uso abusivo de qualquer bebida alcoólica, algumas pessoas, p. ex. mulheres, adoecem com menor quantidade de álcool. A hepatite medicamentosa acontece normalmente em indivíduos suscetíveis. Na autoimune, anticorpos do próprio organismo causam inflamação e dano ao fígado. Nas hereditárias, ocorre o acúmulo de algumas substâncias no fígado, como o ferro e cobre. Na esteatose, ocorre o acúmulo de gordura no fígado.
Na hepatite aguda – fase inicial, os sintomas podem variar bastante. Dependendo da causa, eles podem não aparecer. Na maioria das vezes, surge com um quadro parecido a de uma gripe, com mal estar, fraqueza, febre, dores e náuseas. Na hepatite crônica, ocorre uma destruição lenta das células do fígado, que aos poucos vão se regenerando ou formando cicatrizes – podendo evoluir para cirrose e o fígado não funcionar normalmente. Nessa fase, praticamente não há sintomas. Por esse motivo, muitas pessoas não descobrem a doença até que seja tarde demais. O paciente em fase avançada apresenta ascite – concentração de líquido no abdômen, icterícia – pele e olhos amarelados e confusão mental – encefalopatia.
Estima-se que 5 milhões de brasileiros sejam portadores das hepatites B ou C, mas mais de 90% desconhece ter a doença. O diagnóstico da hepatite pode ser feito através de exames de sangue – como marcadores de lesão hepática, marcadores de abuso de drogas ou álcool e outros -, sorologias específicas para cada tipo viral, análise do fígado através de exames de imagem ou biópsia de fígado.
