A sífilis é uma doença infecciosa crônica causada por uma bactéria espiroqueta chamada Treponema pallidum e é caracterizada por lesões na pele e mucosas. Na maioria dos casos, é adquirida por contato sexual desprotegido, podendo também ser transmitida via placentária (mãe para o feto), beijo ou qualquer outro contato íntimo com uma lesão ativa (contendo a bactéria) e, mais raramente, por inoculação acidental em profissionais da saúde.
Se não tratada, evolui lentamente passando por três estágios, entre os quais o paciente pode não apresentar sintoma algum. Na fase primária, normalmente, o paciente apresenta lesões indolores e com borda dura nas genitais – o chamado cancro – que desaparece espontaneamente entre 3 a 6 semanas mesmo sem tratamento, o que faz o paciente pensar que está curado. Como essas lesões são bastante variáveis, é muito importante que qualquer ferida presente na genitália passe por avaliação médica, pois após essa fase, a bactéria se dissemina pelo sangue, podendo comprometer diversos órgãos.
A fase secundária é o estágio com maior quantidade de Treponema e acontece após 4 a 8 semanas depois do aparecimento do cancro. Nessa etapa os sintomas são: mal-estar, febre, perda de apetite e de peso, dor-de-cabeça, dor-de-garganta e, em alguns pacientes, ínguas e lesões no corpo.
Passada esta fase inicial, o risco de transmissão diminui. Porém, alguns anos depois, podem surgir manifestações cardíacas, cerebrais, comprometimento do sistema nervoso central e qualquer outro órgão. Esta é a fase terciária e os sintomas estão relacionados aos órgãos afetados. Portanto, sem tratamento, a sífilis pode ser fatal.
O diagnóstico é feito por avaliação médica analisando o histórico do paciente relacionado às formas de contaminação, lesões genitais, manifestações na pele e exames de sangue, como o VDRL e o FTA-Abs (ou TPHA), que detectam a presença de anticorpos anti-Treponema.
O tratamento é fácil e apresenta um baixo custo. O problema encontrado para o início da terapêutica é a falta de atenção e cuidado das pessoas quanto aos sinais e sintomas, já que a sífilis pode ser confundida com outras doenças. Portanto, previna-se, fique atento, consulte um médico e realize exames caso haja qualquer suspeita.
