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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Diabetes: você já fez seus exames?


A maioria das pessoas pensa que diabetes é uma doença branda ou um simples “probleminha” que apenas aumenta a glicose no sangue. Quando, na verdade, é uma deficiência na produção ou ação da insulina que, se não tratada e bem controlada, leva a sintomas agudos e complicações graves.
            O diabetes é uma disfunção metabólica crônica decorrente da carência do hormônio produzido pelo fígado – a insulina – que é responsável por controlar as taxas de glicose do sangue. Essa falha pode ser decorrente de fatores genéticos, de hábitos de vida não saudáveis, de gestação e também outras formas, como: infecções, doenças pancreáticas, uso de certos medicamentos, drogas e outras doenças endócrinas.
            O diabetes mellitus tipo I (DM-I) acontece em geral por decorrência de doença auto-imune em que o organismo destrói lenta e irreversivelmente as células beta do pâncreas. Estas vão deixando de atender à demanda de insulina que o corpo necessita e atingem um desgaste total, chegando à deficiência absoluta de insulina; motivo pela qual é chamado de diabetes insulino-dependente.
            O diabetes mellitus tipo II (DM-II) é provocado predominantemente por uma resistência à ação da insulina associada a uma relativa deficiência de sua secreção. Este é o tipo mais comum, sendo encontrado em 90% dos diabéticos. Acontece geralmente em pacientes com histórico familiar de diabetes, obesidade e demais fatores de risco.
            Os sintomas são decorrentes do aumento da glicemia e das complicações que se desenvolvem. Entre eles estão: sede excessiva, aumento do volume urinário, aumento do número de micções, surgimento do hábito de urinar a noite, fadiga, fraquezas, tonturas e visão borrada. Estes sintomas tendem a agravar-se e podem levar às complicações, em que o paciente apresenta queixas visuais (ex: cegueira), cardíacas (ex: infarto), circulatórias (ex:arteriosclerose) , renais (ex: perda da função renal), urinárias, imunológicas, dermatológicas, digestivas (ex:distensão abdominal) e ortopédicas (ex: degeneração de articulações).
            Apesar de perigosa e possivelmente fatal, a doença é controlável e o diabético pode ter boa qualidade de vida. Para isso o paciente deve estar atento aos fatores de risco, entre eles pode-se citar o avanço da idade, sedentarismo, histórico familiar de DM, HDL baixo, triglicerídeos alto, hipertensão arterial, doenças coronarianas, diabetes gestacional prévia, uso de medicamentos que aumentam as taxas de glicose e tabagismo.
            Estudos confirmam que mais de 60% dos diabéticos não sabem que tem a doença. Portanto, é muito importante realizar exames de sangue periodicamente, entre eles: glicemia de jejum, curva glicêmica, glicose pós-prandial, hemoglobina glicada e outros. O tratamento é feito com plano alimentar controlado, atividades físicas, medicamentos hipoglicemiantes e baseado no rastreamento das complicações.