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Biomédica e Estudante de Medicina (Contatos --> Tel: 67-9976-5669; e-mail: thayara.paolla@yahoo.com.br)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Rubéola pode ser perigosa!

A rubéola é uma doença infecciosa causada por vírus que acomete crianças e adultos. Trata-se de doença comumente benigna que cursa com febre, “rash” (manchas tipo “urticária” na pele) que dura aproximadamente 3 dias e aumento de gânglios linfáticos (ínguas).
            A transmissão acontece através da inalação de gotículas de secreção nasal de pessoas contaminadas que contém o vírus ou via transplacentária (mãe para o feto). O maior risco de transmissão está entre os 10 dias antes do “rash” até 15 dias após o seu surgimento. Crianças nascidas com rubéola, por contágio da mãe grávida (rubéola congênita), podem permanecer fonte de contágio por muitos meses.
            Após o contágio leva-se em média 18 dias até surgir o primeiro sintoma. Os sintomas iniciais assemelham-se com os de uma gripe comum e duram de 7 a 10 dias com febre, dores musculares e articulares, prostração, dores de cabeça e corrimento nasal transparente e, então, surgimento das ínguas e, posteriormente as manchas na pele, que duram 3 dias e desaparecem sem deixar sequelas. Os dois últimos achados tem início na face e no pescoço e disseminam-se pelo tronco até a periferia do corpo. Alguns pacientes apresentam a forma subclínica, não se queixando de sintomas. A doença pode tornar-se potencialmente grave quando acomete mulheres grávidas, devido ao risco de ocasionar mal-formações no feto, principalmente quando acontece no primeiro trimestre da gestação.
            O diagnóstico é feito basicamente pelo conjunto dos sintomas e achados ao exame físico no consultório médico e somente é confiável em vigência de epidemia, uma vez que os sintomas são comuns a muitas viroses e as manchas de pele que também são características de outras viroses como a mononucleose, sarampo, dengue e outras. Para maior precisão no diagnóstico são realizados exames de sangue que detectam anticorpos específicos. Não há tratamentos virais exclusivos, alguns pacientes demandam tratamentos sintomáticos, tal como o uso de analgésico.
            Como forma de prevenção, a vacinação é muito importante, sendo recomendada de rotina aos 15 meses de idade (vacina MMR) e para todos os adultos que ainda não tiveram contato com a doença (vacinação de bloqueio). Gestantes não podem ser vacinadas e as mulheres vacinadas devem evitar a gestação até o mês seguinte à vacinação. Enquanto infectados pelo vírus da rubéola, todos os doentes devem ficar afastados de outras pessoas. As gestantes devem fazer controle por exames de sangue quando necessário. Para as pessoas hospitalizadas é feito isolamento até a cura da doença.

sábado, 11 de agosto de 2012

Motivo para muita dor.

         O pâncreas é uma glândula grande localizada atrás do estômago e junto à parte inicial do intestino. Tem funções importantes, como a secreção de enzimas para o intestino delgado - através de um canal chamado ducto pancreático - responsáveis pela digestão de gorduras, proteínas e carboidratos. Além de disso, secreta insulina e glucagon, hormônios que ajudam o corpo a utilizar a glicose advindas dos alimentos. A inflamação desta glândula recebe o nome de pancreatite, que pode acontecer de forma aguda ou crônica e, geralmente, está associada ao uso abusivo de álcool.
            A pancreatite pode ser também ocasionada por bloqueio ou estreitamento do ducto pancreático devido a algum trauma ou formação de pseudocistos, o que interrompe o fluxo das secreções pancreáticas, levando ao processo inflamatório intenso e consequente edema. Além disso, fatores como hereditariedade, condições congênitas, fibrose cística, altos níveis de cálcio e/ou triglicerídeos no sangue, uso de certos medicamentos e certas condições auto-imunes podem levar ao quadro de pancreatite. Ainda que raramente, a pancreatite idiopática (de causa desconhecida) pode ocorrer.
            O sintoma mais comum é a dor intensa na "boca do estômago" de início abrupto e que se irradia em faixa para as costas. É possível que o paciente apresente náuseas, vômitos e icterícia. Quando na forma crônica da doença pode haver diarreia e diabetes, já que o pâncreas vai perdendo suas funções exócrinas e endócrinas. A dor aparece também na forma crônica durante as fases de agudização (crises).
           O diagnóstico é feito através do exame clínico do paciente, histórico de vida, exames como raio X e ultrassonografia de abdômen, além de exames de sangue como dosagem de amilase e lipase. O tratamento geralmente requer internação hospitalar, pois o paciente precisa fazer hidratação por soro na veia e jejum para que a glândula repouse até que a inflamação regrida, o que acontece em 80% dos casos. Os outros 20% evoluem para a forma de pancreatite crônica, podendo levar à lesões de órgãos como pulmões, rins e coração. Não deve ser deixada de lado a possibilidade de o paciente entrar em choque, sendo necessário seu encaminhamento ao Centro de Terapia Intensiva (CTI). Em casos de necrose, deve-se recorrer também ao tratamento cirúrgico.
         Para se prevenir, não abuse das bebidas alcoólicas. Caso você já tenha apresentado algum episódio de pancreatite, suspenda imediatamente o uso do álcool e não ingira sequer uma gota de bebida alcoólica, pois o consumo agrava o quadro. Ao sentir alguma dor característica da doença, procure assistência médica. O diagnóstico e início precoce do tratamento são fundamentais para a cura e/ ou controle das pancreatites.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Cuidado com o bebê amarelo!


        Também conhecida como amarelão, a icterícia neonatal é uma alteração fisiológica decorrente do acúmulo de um pigmento amarelado chamado bilirrubina. Assim como outras substâncias, a bilirrubina é produzida normalmente pelo organismo humano como resultado do rompimento dos glóbulos vermelhos - as hemácias - do sangue, que vivem de 90 a 120 dias. Quando as células vermelhas morrem, a hemoglobina presente nelas se transforma em bilirrubina e é transportada para o fígado, onde é metabolizada e excretada pelas fezes. Caso este processo não ocorra adequadamente, acontece o acúmulo do pigmento e a pele e, até mesmo, o branco dos olhos tornam-se amarelados.
            No recém-nascido (RN), isto pode ocorrer devido à imaturidade do sistema hepático, ou seja, o fígado do bebê tem uma capacidade limitada de metabolização. Além disso, fatores como traumas, demora na ligadura do cordão umbilical e concentração elevada de hemoglobina podem levar à hiperbilirrubinemia (excesso de bilirrubina no sangue), acontecendo principalmente em bebês prematuros. Mas não entrem em pânico, pois esta é uma situação transitória presente em aproximadamente 80% dos recém-nascidos, que pode mudar conforme o bebê vai sendo amamentado, pois, assim, excretará mais bilirrubina nas fezes. Isto não significa que o neonato não precise de acompanhamento médico!  Pois, se não houver a detecção e tratamento adequados, o seu filho pode sofrer com consequências deste acúmulo. A forma mais grave desta doença é a decorrente da incompatibilidade sanguínea, que ocorre quando a mãe é Rh negativo e o filho é Rh positivo, fazendo com que as células vermelhas do bebê sejam destruídas rapidamente.
            A cor amarelada da pele normalmente aparece entre o segundo e terceiro dia de vida - exceto nos casos de incompatibilidade, que surge no primeiro dia. A maioria regride espontaneamente. Caso persista por mais tempo, deve-se investigar com mais afinco, pois pode ser devido outras causas patológicas, como infecção urinária ou doenças congênitas. A detecção é feita através do exame clínico e pelo uso do bilirrubinômetro cutâneo em consultórios pediátricos, mas a exatidão dos níveis de bilirrubina é obtida através da dosagem de seus níveis pelo exame de sangue.

            O tratamento é feito se o médico considerar que as taxas do pigmento não regredirão. O bebê passará por sessões de fototerapia - o popular "banho de luz" - que ajuda a diluir a bilirrubina, tornando mais fácil a sua excreção. Em casos de incompatibilidade sanguínea, deve ser feita a exsanguinotransfusão, procedimento que vai retirar todo o sangue do RN e substituí-lo por outro sangue.  Papais e mamães, cuidado redobrado: o excesso de bilirrubina pode acumular-se no cérebro e acarretar danos irreversíveis ao sistema nervoso de seu filho! Portanto, faça o tratamento caso seja necessário e, medidas simples, como o banho de sol em horários permitidos é muito importante.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Tem verruga aí?

Tem alguma verruga aí? Fique esperto! Pode ser HPV. Não sabe o que é isso? O HPV é o Papilomavírus humano, um microrganismo pertencente à família Papillomaviridae que provoca lesões na pele ou mucosas. Na maioria dos casos, as lesões são de crescimento limitado e regridem espontaneamente. Mas, elas podem nem aparecer e isto é preocupante!

            A transmissão se dá pelo contato direto com a pele de uma pessoa infectada. Os HPV genitais são transmitidos através das relações sexuais e podem causar lesões características na vulva, vagina, colo do útero, pênis e ânus. Além de cordas vocais, pele e esôfago. As infecções clínicas mais comuns são as que apresentam as verrugas genitais ou condilomas acuminados, também conhecidos como "crista de galo". Existem também as lesões subclínicas, nas quais os pacientes não apresentam nenhum sintoma, podendo progredir para o câncer de colo de útero ou outros tipos de cânceres (dependendo da região afetada) caso não sejam tratadas precocemente.

            Atualmente, conhece-se mais de 200 tipos de HPV. Dentre eles, estão ao de baixo risco e os de alto risco de câncer. Sabe-se que de 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas, em algum momento de suas vidas, por um ou mais tipos de HPV. Qualquer pessoa infectada por este tipo de vírus desenvolve anticorpos contra o mesmo, mas nem sempre são capazes de eliminá-lo do organismo. A maioria das infecções em mulheres é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune. Porém, de 3% a 10% das infectadas pelo HPV podem desenvolver o câncer de colo de útero.

            Como forma de prevenção, todos os casais devem usar preservativos durante as relações sexuais, esta medida ajudará a diminuir a possibilidade de transmissão. Além disso, existem dois tipos de vacinas disponíveis, uma é a quadrivalente (contra os tipos 16 e 18 - que são encontrados em 70% dos casos de câncer de colo de útero - e contra os tipos 6 e 11 - que são encontrados em 90% das verrugas genitais). A outra vacina é específica contra os tipos 16 e 18. Tanto o uso de preservativo quanto a vacinação não excluem a necessidade da realização de exames preventivos periódicos femininos e masculinos.

            O diagnóstico é feito através da análise das verrugas presentes nas partes do corpo e exames específicos. Para o câncer de colo de útero, se faz o Papanicolau, que detecta alterações precoces. A confirmação é feita por exames moleculares, como PCR e captura hibrida. É interessante que todas as pessoas, inclusive casadas, façam exames preventivos periodicamente, os mesmo são oferecidos pelo sistema público de saúde. As formas de tratamento são diversificadas e escolhidas conforme o caso, dentre elas estão: medicamentos de uso tópico, tratamento a laser ou cirúrgico.

            Não dê bobeira! Pois esta doença, que pode te levar ao câncer, nem sempre desenvolve sintomas. Seja você casado (a) ou solteiro (a), faça seus exames ginecológicos regularmente!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

ANDROPAUSA: a "menopausa" masculina.


          A andropausa é o período na vida do homem em que os níveis de testosterona sofrem declínio. Acontece por volta dos 50 anos de idade e é devida à diminuição do tamanho dos testículos com consequente queda da produção hormonal. É uma época marcada por mudanças fisiológicas e psicológicas que se instalam lenta e progressivamente, diferente da menopausa, em que os sintomas são mais repentinos. 
A partir dos 40 anos de idade, os níveis de testosterona caem aproximadamente 1% a cada ano. Portanto, os homens devem se cuidar para fugir da impotência sexual e demais problemas consequentes da andropausa, tais como: queda da libido, ejaculação precoce, diminuição da qualidade de ereções, queda de cabelo, perda de memória, diminuição da massa muscular, aumento da gordura abdominal, câncer de próstata, alterações no humor, nervosismo, insônia, depressão, perfil lipídico aterogênico, diminuição da sensação de bem estar, fadiga e osteoporose.
A diminuição dos níveis de testosterona não indica, necessariamente, interrupção da capacidade reprodutiva, como acontece com a mulher quando entra na menopausa. Além do avanço da idade, a produção hormonal pode ser prejudicada por outros fatores, como o uso de certos medicamentos, tabagismo, obesidade, doenças hepáticas, doenças renais e doenças de algumas glândulas – principalmente tireóide. Por isso, os homens devem ter cuidado com sedentarismo e alimentação, pois o acúmulo da gordura abdominal acaba contribuindo ainda mais para diminuição das taxas hormonais, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
O diagnóstico é feito através de exames de sangue pela dosagem de testosterona, hormônio folículo estimulante e hormônio luteinizante. Além de espermograma, exame urológico (o toque), densitometria óssea e ecografia de próstata e abdômen.
O tratamento é feito pela reposição hormonal através de comprimidos via oral, adesivos colocados na pele, injeções intramusculares ou gel de testosterona. Nem todos os homens necessitam realizar a terapia de reposição. Porém, devem obrigatoriamente fazer exames preventivos e avaliativos regulares. A terapia apresenta riscos à saúde do paciente se for realizada exageradamente. Deste modo, a orientação médica especializada é indispensável. É muito importante que o paciente faça a mudança de seus hábitos alimentares com supressão de açúcares, equilíbrio dos lipídios ingeridos, maior consumo de sais minerais e vitaminas – com frutas, legumes e verduras e pratique exercícios físicos a fim de aumentar sua qualidade de vida

sábado, 16 de junho de 2012

EVITE O MICO!


            Os fungos estão por toda parte, inclusive na nossa pele, vivendo harmoniosamente sem nos causar danos. Quando provocam doenças, estas são chamadas de micoses, que podem também ser ocasionadas por fungos de origem animal ou do solo. As micoses superficiais afetam a pele, os pelos, as unhas e as mucosas.
            Estes microrganismos são normais na flora do ser humano e, na pele, se alimentam da queratina, não causando nenhum prejuízo ao indivíduo. Porém, existem algumas condições – como: calor, umidade, baixa imunidade e uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo - que favorecem sua multiplicação e desenvolvimento, gerando, assim, a doença.
            As micoses superficiais mais conhecidas são: o pano branco, a onicomicose, a frieira e o impingem. A característica principal é a formação de lesões pruriginosas, ou seja, que causam coceira. A primeira citada é também conhecida como micose de praia, e forma manchas claras recobertas por fina descamação, atingindo principalmente áreas como tronco, face, pescoço e couro cabeludo. A onicomicose nada mais é do que a micose de unhas e apresenta-se de várias formas, como: deslocamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha. A frieira é a tinea interdigital, que causa descamação, maceração, fissuras e coceira entre os dedos dos pés. O impingem é a tinea do corpo, caracterizado por lesões arredondadas que cocam e se iniciam por ponto avermelhado.
            O aspecto clínico das lesões é muito importante para o diagnóstico. Além disso, é fundamental a realização dos exames micológico direto e cultura para fungos, sendo a coleta do material feita em laboratório através do raspado das lesões. O tratamento depende do tipo de micose e deve ser prescrito impreterivelmente pelo médico dermatologista. A maioria dos tratamentos é baseada na aplicação local de cremes, loções e talcos antimicóticos. Porém, quando o paciente apresenta lesões mais extensas ou recidivantes, é necessário o tratamento por via oral para melhor abordagem terapêutica. A duração do tratamento é longa e deve ser seguida rigorosamente conforme a indicação médica. É muito importante que o paciente não interrompa o tratamento mesmo que não haja mais sintomas e que não utilize medicamento indicados por outras pessoas, pois isto pode mascarar características importantes e dificultar o tratamento.
            Para fugir do mico tenha hábitos higiênicos e siga algumas dicas: seque-se muito bem, principalmente nas dobras da pele (axilas, virilhas, dedos dos pés); evite ficar com roupas molhadas por muito tempo; não use objetos pessoais de outras pessoas (toalhas, roupas, bonés, pentes, calçados); não ande descalço em ambientes altamente úmidos (saunas, vestiários); evite mexer com terra sem usar luvas; tenha seu próprio material de manicure e mantenho-o sempre limpo; evite usar calçados fechados o máximo possível, não usar o mesmo por dois dias seguidos; observe o pelo e pele de seus animais de estimação, caso haja alguma falha, leve-o ao veterinário; evite usar roupas quentes e justas, assim como o uso de tecidos sintéticos, principalmente nas roupas íntimas, opte sempre por tecidos de algodão, pois as fibras sintéticas retêm suor. Estas são medidas simples e que te ajudam a não pagar mico!

terça-feira, 12 de junho de 2012

CUIDE BEM DO SEU AMOR!

        No mundo moderno em que vivemos, as pessoas se relacionam breve e libertinamente com seus inúmeros parceiros (as), motivo pelo qual os casos de doenças sexualmente transmissíveis (DST's) vem aumento muito. Apesar das diversas campanhas de conscientização e muitas formas de prevenção, a população não se compromete e nem se importa com as DST's.
            Uma importante DST é vaginose bacteriana, que atinge homens e mulheres, é causada pela bactéria Gardnerella vaginalis, este microrganismo é componente da flora normal da vagina, vivendo em harmonia com o organismo feminino. Porém, quando ocorre um desequilíbrio da flora - como em situações de estresse, infecções, gravidez, uso de DIU - a Gardnerella se prolifera causando a doença, que pode ser transmitida para os homens caso não haja proteção adequada durante as relações sexuais.
            Esta doença, também conhecida por vaginite atípica, pode não gerar sinais e sintomas em seus portadores. Quando ocorrem manifestações clínicas, a mulher pode se queixar de corrimento homogêneo amarelado ou acinzentado, com bolhas esparsas em sua superfície e odor ativo desagradável. Após as relações sexuais, a presença do esperma no ambiente vaginal faz com que surja um odor característico que assemelha-se a peixe podre. O homem, geralmente é um portador assintomático, mas pode apresentar uretrite e/ou balanopostite (glande e prepúcio), ardência ao urinar e raramente corrimento uretral. Em ambos os sexos, a coceira é rara.         
            A ocorrência dessa DST, que tem o período de incubação variável entre 2 a 21 dias, na mulher é geralmente de causa primária, ou seja, devido ao desequilíbrio de sua flora vaginal. Mas também pode ser por contato sexual. No homem, a doença é causada por transmissão sexual. A transmissão pode ocorrer também pelo contato genital entre parceiras sexuais femininas. A maior incidência é em mulheres com múltiplos parceiros sexuais.
            O diagnóstico é feito através da pesquisa do agente causador da doença em material vaginal e/ou uretral através dos exames de cultura, coloração de Gram e Papanicolau; a interpretação do resultado deve ser associada com a clínica do paciente. O tratamento deve ser feito não apenas no (a) paciente que apresentou resultado positivo, mas também no parceiro (a) com o qual o mesmo teve contato sexual. Faz-se uso de antibióticos por via oral ou em pomadas. É muito importante a detecção e eliminação da doença, pois dentre as consequências estão infertilidade, salpingite, endometrite, aborto e aumento do risco de infecção por HIV, gonorreia, Trichomonas, etc.
            Para se prevenir, tanto o homem quanto a mulher devem: ter uma boa higiene íntima, usar preservativos durante as relações sexuais, evitar duchas vaginas (exceto sob recomendação médica), limitar o número de parceiros (as) sexuais e fazer visitas periódicas ao médico especializado. Portanto, não somente neste dia dos namorados, mas como também todos os demais dias: PREVINA-SE e cuide-se! Não se esquecendo também de cuidar bem do seu amor, seja quem for!

terça-feira, 29 de maio de 2012

DO GLAMOUR À MALDIÇÃO


         Um dos produtos mais vendidos no mundo, com um mercado dono de rápida expansão e uma legião de compradores leais. O único problema é que seus melhores clientes morrem um a um. Com mais de 700 aditivos químicos e, pelo menos, 43 substâncias cancerígenas, o cigarro mata um a cada dois de seus adeptos.  No mundo, provoca seis mortes por minuto, sendo 50 vezes mais fatal do que as drogas ilegais.

            Dentre seus aditivos químicos, estão metais pesados, inseticidas, pesticidas, além de substâncias químicas, como acetona, arsênio, butano, monóxido de carbono e cianido. Esses pequenos assassinos, chegam a ser tão tóxicos que é proibido despejá-los em aterros.

            Além disso, não é só quem fuma que sai prejudicado não. Se você, que não fuma, mora, trabalha ou convive com alguém que tem este vício, fique atento aos perigos que você está se expondo! Pois o risco de você contrair câncer de pulmão e doenças cardíacas é ainda maior, já que a fumaça do cigarro no ambiente é um carcinógeno do grupo A, o mais perigoso da categoria.

            Estudos indicam que 87% das mortes por câncer de pulmão é em fumantes. Tabagistas têm 70% a mais de chance de sofrerem de doenças cardíacas. Mulheres que fumam tem maior probabilidade de morrer devido ao câncer de mama causado pelo cigarro. Bebês de mulheres fumantes apresentam maior índice de doenças auditivas. Diabéticos que fumam ou mascam tabaco correm maior risco de ter graves complicações renais e apresentar distúrbios da retina de evolução mais rápida. Crianças expostas à fumaça do cigarro "contribuem" para a acréscimo de 150.000 a 300.000 casos anuais de bronquite e pneumonia. Além disso, os fãs dessa arma dissimulada estão mais propensos a desenvolver cânceres de boca, laringe, esôfago, pâncreas, estômago, intestino delgado, bexiga, rins, colo do útero, doenças pulmonares crônicas, derrame cerebral, ataque cardíaco, asma, contusões durante atividades físicas, problemas de memória, distúrbios circulares, diabetes, infertilidade, osteoporose e tendência ao suicídio. E mais, prejudicam também seus próprios filhos, que podem nascer com baixo peso e com predisposição ao mesmo vício.

            E para conseguir mais clientes, as indústrias de cigarro produzem substâncias que tornam o cheiro e sabor deste produto mais atrativos. Não se engane, isto torna o cigarro mais gostoso, mas seus efeitos nocivos são os mesmos. Ele vai te matar com gosto. Ame a si próprio e também a quem te rodeia, o cigarro não combina com a saúde do planeta. Nem com a sua.

domingo, 13 de maio de 2012

PROBLEMAS DA TIREÓIDE: O ENIGMA DA BORBOLETA.

          A tireóide é uma importante glândula do organismo humano que regula o metabolismo e a função de órgãos como o coração, cérebro, fígado e rins. Com o formato das asas de uma borboleta, localiza-se na parte frontal do pescoço e atua diretamente no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, na regulação de ciclos menstruais, na fertilidade, peso, memória, concentração, humor e controle emocional.
            O iodo - um micromineral nutriente presente em alimentos como sal, carnes defumadas, frios, molho de soja, peixes e frutos do mar, gema do ovo, agrião, aipo, couve e outros – é indispensável para sintetizar e liberar na circulação seus dois hormônios: tiroxina (T4) e triidotironina (T3). Sem iodo, podem ocorrer distúrbios como o bócio, nascimento de crianças com deficiência da tireóide, que podem levar a surdo-mudez e debilidade mental. Sua ingestão exagerada por longos períodos pode causar o hipertireoidismo.
            Quando não funciona corretamente, a tireóide pode liberar hormônios em quantidade insuficiente – hipotireoidismo – ou em excesso – hipertireoidismo. Nos dois casos, o volume da glândula aumenta, o que é conhecido como bócio ou, popularmente, como papada. Esses problemas podem ocorrer em qualquer etapa da vida e são simples de diagnosticar, estima-se que aproximadamente 10% das mulheres acima dos 40 anos e 20% dos homens acima dos 60 anos manifestam algum problema na tireóide.
            Devido ao funcionamento aumentado da glândula, alguns sintomas do hipertireoidismo são: aceleração do metabolismo, agitação, evacuações frequentes, perda de peso, arritmia, nervosismo, ansiedade, irritação, acelerada perda de cálcio com aumento do risco de osteoporose e fraturas, sede excessiva, mãos sudoreicas e intolerância ao calor. Já no hipotireoidismo, em que a glândula está com funcionamento diminuído, algumas das manifestações são: depressão, intestino preso, ganho de peso, cansaço e sonolência excessivas, pele seca e aumento dos níveis de colesterol no sangue. Em ambos os casos os sintomas são insidiosos, podem ser confundidos com outras doenças ou, até mesmo, passarem desapercebidos.
            Como esses problemas podem afetar pessoas independente de sexo e idade, recomenda-se a realização do auto-exame e exames laboratoriais com dosagem de T3 livre, T4 livre e TSH, mesmo na ausência de sintomas. Em recém-nascidos o diagnóstico é feito pelo teste do pezinho e, quando detectado algum distúrbio, o tratamento deve ser iniciado imediatamente.

sábado, 21 de abril de 2012

PRESSÃO ALTA TEM SINTOMAS?

          Chamamos de pressão arterial a força usada pelo coração para bombear o sangue através dos vasos sanguíneos para todo o corpo, ela existe em todas as pessoas e tem valores que devem ser medidos periodicamente. Ela é determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a resistência que ele encontra para circular pelos vasos e pode ser modificada pela variação do volume e viscosidade (espessura) do sangue, da frequência cardíaca e da elasticidade dos vasos.
            Uma pressão arterial (P.A.) normal tem o valor de 12 x8 (120 x 80 mmHg). Valores entre 12x8 e 14x9 são limítrofes e o paciente é considerado um pré-hipertenso. Um indivíduo hipertenso tem sua P.A. com valor maior ou igual a 14x9. Para se ter um valor real da pressão arterial, algumas recomendações são indispensáveis antes de sua aferição, tais como: não falar durante o procedimento, urinar e repousar por quinze minutos antes de medir e outras mais. Para ser diagnosticado como hipertenso, o paciente deve consultar um médico.
            Estima-se que um a cada quatro adultos brasileiros seja portador da hipertensão. Além disso, 50% das pessoas com mais de 60 anos e 5% das crianças e adolescentes do Brasil apresentam o quadro hipertensivo. Por isso, todo mundo deve ter certo cuidado consigo mesmo, já que, na maioria das vezes, a hipertensão pode ser assintomática. E, quando os sintomas existem, eles são inespecíficos, tais como: dor de cabeça, tonturas, edema nas pernas, palpitações, sangramentos nasais, visão borrada, dispnéia, vômito, falta de ar ou cansaço. E não é pelo fato de cursam com sintomas simples, que a hipertensão não é uma ameaça. Muito pelo contrário, a hipertensão é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal, isso porque os vasos sanguíneos de todas as pessoas são recobertos internamente por uma fina e delicada camada, que é machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada. Consequentemente, os vasos se tornam endurecidos e estreitados, podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper causando sérios danos, principalmente aos rins (alterações de filtração ou paralisação), coração (angina e infarto), cérebro (derrame cerebral ou acidente vascular cerebral) e olhos (cegueira). Estas são situações muito graves que podem ser evitadas através da obediência às recomendações de vida saudável e ao tratamento instituído pelo médico.
            Para evitar que a hipertensão seja sua mais nova e indesejada companheira faça pelo menos 30 minutos de atividades físicas diárias, diminua o sal de seu prato (evite usar o saleiro, use outros temperos com menor teor de sódio), evite ao máximo alimentos prontos e industrializados, reduza o seu sobrepeso, controle seu estresse, ansiedade e depressão, suspensa o cigarro, não consuma álcool em excesso, controle os níveis do colesterol, tenha um sono adequado, tenha tempo para sua família, amigos e lazer, siga as orientações de seu médico ou outros profissionais da saúde e, mesmo que não haja mais sintomas ou elevação da pressão, jamais interrompa o tratamento farmacológico sem comunicar o seu médico. E meça regularmente sua pressão arterial.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

GIARDÍASE


Também conhecida por lambliose, a giardíase é uma infecção intestinal causada pelo protozoário flagelado Giardia lamblia. Esta doença está presente no mundo todo, mas afeta principalmente populações que vivem em condições sanitárias e higiênicas precárias, crianças e casais homossexuais que mantêm relações sexuais anais.
            A transmissão acontece por via oral-fecal, ou seja, os protozoários são oriundos de fezes de indivíduos ou animais contaminados e podem estar presentes nas mãos, água ou alimentos. Além disso, moscas e baratas podem transportar a Giardia em suas patas. O período de incubação varia de uma a quatro semanas e o infectado pode não apresentar sintomas. Quando há sintomatologia, normalmente, se manifesta por diarréia aguda com fezes aquosas e dor abdominal. Na forma crônica da doença, o paciente pode se queixar de distenção abdominal, flatulência, diarréia persistente com consequente má absorção, acarretando em esteatorréia - que são fezes com excesso de gordura, forte odor e que aderem às paredes da louça sanitária - levando à deficiência mineral e vitamínica e anorexia. No caso de crianças portadoras da forma crônica, pode haver déficit de crescimento ou, caso não se faça o tratamento, morte. Pacientes com deficiência imunitária apresentam o quadro mais grave.
            O diagnóstico é feito com base nos sintomas do paciente e através do exame de fezes. É necessária a análise de amostras de fezes coletadas em três dias alternados, pois, assim, a chance de diagnóstico aumenta em 50% a 90%. Nas fezes podem ser encontradas as duas formas do protozoário, que são cistos ou trofozoítos, os primeiros são as formas infectantes e dão resistência ao parasita, sendo geralmente encontrados em fezes formadas. Já os trofozoítos são as formas ativas, que vivem e se reproduzem no organismo do hospedeiro. O indivíduo se infecta com os cistos, que se transformam em trofozoítos no meio ácido do estômago. Pode ser feita também a pesquisa de antígenos nas fezes ou aspirado do conteúdo duodenal e, em raros casos, biópsia do material duodenal.
            O tratamento é feito através de medicamentos conforme orientação médica e reposição de líquidos e eletrólitos. Trabalhadores do setor alimentício ou pessoas que tem contato mais próximo com crianças devem se ausentar de seus serviços até a cura total.
            Como forma de prevenção, todos devem ter hábitos de higiene, tais como: lavar as mãos antes de comer ou preparar alimentos e após usar o banheiro, trocar fraldas, brincar com animais, ingerir água tratada, higienizar bem os alimentos antes do consumo e se preocupar com o tratamento correto dos doentes. Vale lembrar que o cloro não mata os cistos da Giardia, que podem permanecer viáveis por meses no meio ambiente.

domingo, 18 de março de 2012

Como eu sei que é herpes?


Herpes é uma doença infecciosa muito contagiosa causada pelos vírus herpes simples HSV-1 e HSV-2 que se manifesta causando lesões principalmente nos lábios e genitais, mas que podem surgir também em outros órgãos. A doença é caracterizada pelo aparecimento de bolhas cheias de líquido claro ou amarelado que formam crostas quando se rompem.
A transmissão acontece pelo contato com as lesões da pessoa infectada com a pele ou mucosa de uma pessoa ainda não infectada. A aparição dos sintomas se dá aproximadamente duas semanas após o contato. Como o vírus permanece alojado no organismo por toda a vida, recidivas com espaços de tempo variados acontecem. Os principais sintomas são formigamento, coceira, desconforto, dor e surgimento de bolhas agrupadas na região afetada. A primeira manifestação costuma ser a mais grave e o restabelecimento completo e demorado. Nas recidivas, os sintomas são os mesmos, porém menos intensos. Durante as manifestações, as bolhas rompem-se liberando o líquido rico em vírus e formando uma ferida crostosa que desaparece sem deixar cicatriz de 7 a 12 dias caso o indivíduo não coce o local. O rompimento das bolhas é a fase de maior perigo de transmissão. As recidivas acontecem quando o sistema imune do paciente está debilitado, como em casos de febre. Além disso, fatores como exposição ao sol, menstruação, consumo de bebidas alcoólicas e cigarro favorecem novas manifestações.
Não há cura. Porém, há tratamento para abrandar os sintomas e a replicação do vírus. O médico deverá orientar o paciente a utilizar cremes ou medicamentos por via oral que ajudam a diminuir o período de evolução durante a crise herpética e os sintomas. Vacinas estão sendo testadas para a prevenção, mas, por enquanto, nenhuma foi suficientemente eficaz. O diagnóstico normalmente é feito apenas pelo exame clínico. Em certas situações, pode ser necessária a identificação do vírus ou a realização do exame citológico.
Para a prevenção recomenda-se o uso de preservativos durante a relação sexual, evitar o contato com as lesões de pacientes infectados, lavar sempre as mãos, evitar o compartilhamento de roupas e toalhas, usar roupas soltas – preferivelmente de algodão, evitar o uso de produtos químicos – como sprays perfumados – na área genital e evitar a exposição aos fatores que estimulam as recidivas. 

domingo, 11 de março de 2012

Saúde dos Ossos: você se importa?

         No delicado mecanismo de calcificação óssea não há espaço para desfalques nutricionais. Tanto isso é verdade que um desequilíbrio nas doses de vitaminas e sais minerais já pode comprometer a ossatura. A ingestão de elementos como cálcio, magnésio, vitamina K e vitamina D é fundamental para o esqueleto.
            É importante construir ossos fortes e saudáveis durante a infância e a adolescência e manter a saúde dos ossos ao longo da vida a fim de evitar osteoporose e demais problemas ósseos. A ossatura humana cresce até os 20 anos de idade. A partir daí, a densidade da mesma aumenta até os 35 anos. Então, o processo de perda progressiva de massa óssea é iniciado e isso acontece com maior velocidade em mulheres, principalmente após a menopausa devido à diminuição dos níveis de estrogênio. A prevenção desses problemas é feita através da realização de atividades físicas regulares, ingestão adequada de elementos essenciais à estrutura óssea através de laticínios, peixes e vegetais e manutenção de níveis dos hormônios que agem na calcificação e reabsorção óssea.
            A osteoporose – descalcificação progressiva dos ossos que os torna porosos e frágeis – é tida como um problema de saúde pública. Embora as mulheres sejam as mais acometidas, os homens também podem desenvolver a doença, que se torna mais frequente com o avançar da idade. Estima-se que 25% das mulheres acima dos 50 anos e 13% dos homens acima dos 65 anos sejam afetados por tal, isso se deve ao fato de que os idosos têm uma queda hormonal e menor absorção intestinal de certos minerais.
            As principais causas da doença são: idade avançada, menopausa, histórico familiar de osteoporose, constituição física magra, baixa ingestão de cálcio, falta de exposição à luz solar, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e ser portador de diabetes ou demais doenças crônicas. Lamentavelmente, os sintomas só surgem quando a perda óssea já é acentuada. Portanto, exames como a medição da densidade dos ossos através da “densitometria óssea” devem ser feitos como forma de diagnóstico. Cabe também dosagem sanguínea de cálcio, cálcio iônico e certos hormônios.
            O tratamento pode ser feito através do aprimoramento na dieta alimentar e também com base em medicamentos como cálcio e vitamina D. Portanto, adotar medidas preventivas é a maneira mais eficaz de evitar complicações e prejuízos à saúde

quinta-feira, 1 de março de 2012

AIDS: previna-se e faça exames!


           A Síndrome da Deficiência Humana – AIDS – é uma doença causada pelo vírus HIV, que destrói os linfócitos do organismo do paciente infectado. Como os linfócitos são os responsáveis por manter íntegro e funcionante o sistema imunológico do paciente, essa destruição torna o paciente mais suscetível a adquirir doenças oportunistas. Estima-se que aproximadamente 600 mil brasileiros sejam portadores do vírus HIV.
            Após o contágio com o vírus, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. E, apesar disso, o vírus já pode ser transmitido. Antes mesmo de desenvolver a doença, o HIV começa um processo de destruição dos glóbulos brancos, razão pela qual a defesa do paciente fica debilitada, deixando o paciente mais propício a desenvolver doenças e complicações.
            Os sintomas são comuns, muitas vezes, semelhantes aos da gripe e podem demorar a aparecer. Os principais são: febre alta, diarréia constante, crescimento dos gânglios linfáticos (aparecimento de nódulos na virilha, axilas, pescoço), perda de peso e erupções na pele. Quanto mais debilitada vai se tornando a imunidade, maiores as chances do surgimento de complicações como: pneumonia e outras doenças, problemas neurológicos, perda de memória, alguns tipos de câncer, dificuldade de coordenação motora e outros. Caso o paciente não faça o tratamento de forma rápida e correta, estas manifestações podem levá-lo à morte rapidamente.
            Infelizmente ainda não há cura para a AIDS. Porém, existem medicamentos antiretrovirais, ou seja, que controlam a multiplicação do vírus, diminuindo a carga viral e reconstituindo o sistema imune. Os mais conhecidos são: AZT – zidovudina, DDI – didanosina, 3TC – lamividina e D4T – estavudina. Apesar de causar efeitos colaterais significativos nos rins e fígado dos pacientes, o coquetel para tratamento melhora a qualidade de vida e aumenta a sobrevida do soropositivo.
            As formas de contágio mais comuns são por relações sexuais sem preservativos, compartilhamento de agulhas e objetos cortantes infectados, acidente de trabalho por profissionais da saúde e também de mãe para filho durante a gestação ou amamentação. O diagnóstico é feito pelo exame de sangue chamado anti-HIV. Para ser confiável o teste deve ser realizado pelo menos 3 meses após a última situação de risco de infecção.
            Portanto, previna-se utilizando preservativos (masculinos ou femininos), não compartilhando agulhas e frequentando locais de sua confiança para aplicação de piercings ou tatuagens, realização de cirurgias ou procedimentos com cortes ou perfurações. Realize exames anualmente, o atendimento é garantido pela rede de saúde pública do país.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Alergia ao Glúten, e agora?


                 Hoje considerada comum, a doença celíaca é uma enfermidade que atinge o intestino delgado e sua causa é a alergia ao glúten – uma proteína presente no trigo, centeio, cevada, aveia e malte que, em contato com a mucosa intestinal do paciente celíaco, agride, ocasiona inflamação e encurtamento das dobras intestinais, prejudicando a digestão e absorção dos alimentos, gerando um quadro clínico.
            Os celíacos – portadores da alergia ao glúten – normalmente, são indivíduos geneticamente predispostos, sendo que, o grau de inflamação intestinal e atrofia das vilosidades diferem de um paciente para o outro. A doença pode ocorrer em qualquer idade e os sinais e sintomas podem ser silenciosos e inespecíficos ou, até mesmo, causarem importante resposta imunológica com desnutrição calórico-protéica.
            Habitualmente, os celíacos se queixam de fezes fétidas, claras, volumosas e sobrenadantes; desconforto abdominal, flatulência, diarréia, aftas bucais, fraqueza geral, modificação do humor, dificuldade para um sono reparador, alterações na pele, fraqueza nas unhas, queda de pelos, alterações do ciclo menstrual, inchaço dos membros inferiores, distensão abdominal por gases, cólicas, náuseas e vômitos e, paradoxalmente, constipação. Osteoporose, anemia por deficiência de ferro e vitamina B12 e diminuição da fertilidade também são importante indícios.
            Para o diagnóstico são feitos exames de imagem e de sangue, como: anticorpos anti-endomísio (IgA-EMA) e anti-transglutaminase (Anti-tTG). Ocasionalmente, faz-se biópsia. Pode-se também testar o diagnóstico através avaliação do paciente por uma dieta isenta de glúten por um período de dois a três meses e, após isso, inserção do glúten na alimentação.
            O tratamento é feito apenas com a dieta isenta de glúten. Portanto, o celíaco não deve consumir alimentos que não tenha confiança, não deve usar o mesmo refratário para alimentos com e sem glúten (ex: pão e carne no mesmo refratário), não deve usar o mesmo óleo para fritar alimentos com e sem glúten (ex: massas e ovo) e deve ficar atento a pequenos detalhes seguindo rigorosamente a dieta.
            Os portadores de doença celíaca que não fazem a dieta ou não têm conhecimento de sua enfermidade apresentam maior predisposição ao desenvolvimento de linfoma intestinal de células T. Isso mostra a importância de ter muita cautela não somente com alimentos que contêm glúten, mas também com as bebidas. O portador e a família se adaptam bem devido ao fato de, atualmente, existir uma grande variedade de alimentos, bebidas, receitas e, até mesmo restaurantes que preparam pratos que não contêm glúten. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Manchas na Pele? Desconfie !!!

       
       A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução crônica causada por um parasita intracelular chamado Mycobacterium leprae, mais comumente conhecido como bacilo de Hansen. É uma das doenças mais antigas na história da medicina, era antigamente designada como lepra e seu período de incubação varia de 2 a 7 anos.
É uma enfermidade que ataca pele e nervos periféricos e, dependendo da evolução, pode afetar outros órgãos como fígado, olhos e testículos. As primeiras manifestações são o aparecimento de manchas dormentes de cor avermelhada ou esbranquiçada e a falta de sensibilidade ao tato, ao calor e à dor em certas áreas do corpo. Com o avanço da doença, o número de manchas aumenta e os nervos passam a ser comprometidos, ocasionando dor, sensação de formigamento e de choque, fraqueza muscular, dificuldade ao pegar objetos, deformidades em certas regiões, tais como nariz e dedos. Além disso, algumas áreas do corpo não produzem suor, outras apresentam queda de pêlos, surgem nódulos pelo corpo, úlceras nos pés e pernas, inchaço nos pés e nas mãos, há ressecamento dos olhos e nariz, febre, edema e dor nas juntas. Vários indivíduos evoluem para deformidades irreversíveis. As formas de evolução dependem das características do sistema imune do paciente.
A transmissão se dá por via respiratória ou através do contato com as feridas dos doentes. Porém, é necessário um contato íntimo e prolongado para que haja contaminação. O domicílio é apontado como importante espaço de transmissão da doença e, por isso, todos os residentes do mesmo lar devem fazer os exames. Segundo a Organização Mundial de Saúde a maioria da população adulta entra em contato com o bacilo, mas apenas 5% desenvolvem a doença. O diagnóstico é feito pela avaliação clínica, aplicação de testes de sensibilidade, força motora, palpação de nervos, braços, pernas e olhos, além de exames laboratoriais como a biópsia.
Não é necessário o afastamento do paciente do seu ambiente familiar ou de trabalho e nem a interrupção de relações sexuais com seu parceiro ou parceira. O paciente pode ser completamente curado, desde que siga corretamente o tratamento e cuidados necessários. Os medicamentos são fornecidos gratuitamente pela rede de saúde pública do Brasil. Assim que o tratamento é iniciado, o doente pára de transmitir a doença.
O Brasil é o líder mundial em prevalência de hanseníase. Fatores predisponentes importantes para o desenvolvimento da doença são: baixo nível sócio-econômico, desnutrição e superpopulação doméstica. Apesar de não haver medidas específicas de prevenção, pode-se evitar novos casos através do diagnóstico e tratamento precoces, realização de exames de todas as pessoas que moram na mesma casa e aplicação da vacina BCG. Por isso, o auxílio médico é muito importante para evitar evolução da doença com comprometimento do organismo e contaminação de outras pessoas.