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Biomédica e Estudante de Medicina (Contatos --> Tel: 67-9976-5669; e-mail: thayara.paolla@yahoo.com.br)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Alergia ao Glúten, e agora?


                 Hoje considerada comum, a doença celíaca é uma enfermidade que atinge o intestino delgado e sua causa é a alergia ao glúten – uma proteína presente no trigo, centeio, cevada, aveia e malte que, em contato com a mucosa intestinal do paciente celíaco, agride, ocasiona inflamação e encurtamento das dobras intestinais, prejudicando a digestão e absorção dos alimentos, gerando um quadro clínico.
            Os celíacos – portadores da alergia ao glúten – normalmente, são indivíduos geneticamente predispostos, sendo que, o grau de inflamação intestinal e atrofia das vilosidades diferem de um paciente para o outro. A doença pode ocorrer em qualquer idade e os sinais e sintomas podem ser silenciosos e inespecíficos ou, até mesmo, causarem importante resposta imunológica com desnutrição calórico-protéica.
            Habitualmente, os celíacos se queixam de fezes fétidas, claras, volumosas e sobrenadantes; desconforto abdominal, flatulência, diarréia, aftas bucais, fraqueza geral, modificação do humor, dificuldade para um sono reparador, alterações na pele, fraqueza nas unhas, queda de pelos, alterações do ciclo menstrual, inchaço dos membros inferiores, distensão abdominal por gases, cólicas, náuseas e vômitos e, paradoxalmente, constipação. Osteoporose, anemia por deficiência de ferro e vitamina B12 e diminuição da fertilidade também são importante indícios.
            Para o diagnóstico são feitos exames de imagem e de sangue, como: anticorpos anti-endomísio (IgA-EMA) e anti-transglutaminase (Anti-tTG). Ocasionalmente, faz-se biópsia. Pode-se também testar o diagnóstico através avaliação do paciente por uma dieta isenta de glúten por um período de dois a três meses e, após isso, inserção do glúten na alimentação.
            O tratamento é feito apenas com a dieta isenta de glúten. Portanto, o celíaco não deve consumir alimentos que não tenha confiança, não deve usar o mesmo refratário para alimentos com e sem glúten (ex: pão e carne no mesmo refratário), não deve usar o mesmo óleo para fritar alimentos com e sem glúten (ex: massas e ovo) e deve ficar atento a pequenos detalhes seguindo rigorosamente a dieta.
            Os portadores de doença celíaca que não fazem a dieta ou não têm conhecimento de sua enfermidade apresentam maior predisposição ao desenvolvimento de linfoma intestinal de células T. Isso mostra a importância de ter muita cautela não somente com alimentos que contêm glúten, mas também com as bebidas. O portador e a família se adaptam bem devido ao fato de, atualmente, existir uma grande variedade de alimentos, bebidas, receitas e, até mesmo restaurantes que preparam pratos que não contêm glúten. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Manchas na Pele? Desconfie !!!

       
       A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução crônica causada por um parasita intracelular chamado Mycobacterium leprae, mais comumente conhecido como bacilo de Hansen. É uma das doenças mais antigas na história da medicina, era antigamente designada como lepra e seu período de incubação varia de 2 a 7 anos.
É uma enfermidade que ataca pele e nervos periféricos e, dependendo da evolução, pode afetar outros órgãos como fígado, olhos e testículos. As primeiras manifestações são o aparecimento de manchas dormentes de cor avermelhada ou esbranquiçada e a falta de sensibilidade ao tato, ao calor e à dor em certas áreas do corpo. Com o avanço da doença, o número de manchas aumenta e os nervos passam a ser comprometidos, ocasionando dor, sensação de formigamento e de choque, fraqueza muscular, dificuldade ao pegar objetos, deformidades em certas regiões, tais como nariz e dedos. Além disso, algumas áreas do corpo não produzem suor, outras apresentam queda de pêlos, surgem nódulos pelo corpo, úlceras nos pés e pernas, inchaço nos pés e nas mãos, há ressecamento dos olhos e nariz, febre, edema e dor nas juntas. Vários indivíduos evoluem para deformidades irreversíveis. As formas de evolução dependem das características do sistema imune do paciente.
A transmissão se dá por via respiratória ou através do contato com as feridas dos doentes. Porém, é necessário um contato íntimo e prolongado para que haja contaminação. O domicílio é apontado como importante espaço de transmissão da doença e, por isso, todos os residentes do mesmo lar devem fazer os exames. Segundo a Organização Mundial de Saúde a maioria da população adulta entra em contato com o bacilo, mas apenas 5% desenvolvem a doença. O diagnóstico é feito pela avaliação clínica, aplicação de testes de sensibilidade, força motora, palpação de nervos, braços, pernas e olhos, além de exames laboratoriais como a biópsia.
Não é necessário o afastamento do paciente do seu ambiente familiar ou de trabalho e nem a interrupção de relações sexuais com seu parceiro ou parceira. O paciente pode ser completamente curado, desde que siga corretamente o tratamento e cuidados necessários. Os medicamentos são fornecidos gratuitamente pela rede de saúde pública do Brasil. Assim que o tratamento é iniciado, o doente pára de transmitir a doença.
O Brasil é o líder mundial em prevalência de hanseníase. Fatores predisponentes importantes para o desenvolvimento da doença são: baixo nível sócio-econômico, desnutrição e superpopulação doméstica. Apesar de não haver medidas específicas de prevenção, pode-se evitar novos casos através do diagnóstico e tratamento precoces, realização de exames de todas as pessoas que moram na mesma casa e aplicação da vacina BCG. Por isso, o auxílio médico é muito importante para evitar evolução da doença com comprometimento do organismo e contaminação de outras pessoas. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

DENGUE: Fique atento e previna-se !!!


A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais, as epidemias geralmente acontecem no verão ou após períodos chuvosos.
Existem quatro subtipos do vírus, sendo eles: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Caso a pessoa já tenha sido infectada por um deles, ela não será infectada novamente pelo mesmo, mas sim por outro sorotipo do vírus.
Existem dois tipos de manifestação da dengue: a dengue clássica e a dengue hemorrágica. A primeira se inicia de maneira súbita e os sintomas são febre, dores de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, cansaço, náuseas, vômitos, perda do paladar e apetite e, à vezes, manchas avermelhadas pelo corpo. Na forma mais grave da dengue, o paciente manifesta os mesmo sintomas da dengue clássica e aparecem repentinamente dores abdominais contínuas, sangramento pelo nariz, boca e gengiva, dificuldade respiratória, sonolência e agitação, confusão mental, sede excessiva e boca seca. Na forma hemorrágica, o sangramento pode ocorrer em vários órgãos e, caso não seja tratada rapidamente, pode levar o paciente à morte em até 24 horas.
 A possibilidade de um novo episódio de dengue é bastante preocupante, pois na reincidência os sintomas se manifestam mais severamente. Como já existe certa sensibilização do sistema imunológico decorrente da primeira infecção, há uma resposta imunológica exacerbada e isto é o alarmante, pois pode causar inflamações, o que aumenta o risco de lesões nos vasos sanguíneos, levando à dengue hemorrágica.
Não há tratamento especifico, são administrados apenas medicamentos que aliviam os sintomas. O paciente deve permanecer em repouso e ingerir muito líquido como água, sucos naturais, chás, água de coco, soros caseiros, etc. Não devem ser utilizados medicamentos à base de AAS (ácido acetil salicílico) – ex: engov, aspirina, doril e outros – pois aumentam o risco de hemorragias.
O diagnóstico é feito através do histórico clínico do paciente e com a sorologia para dengue, que é um exame de sangue que detecta os anticorpos contra o vírus causador da doença. Outro exame de grande importância é o hemograma. Para a dengue hemorrágica, pode-se fazer também a prova do laço, que é o teste de fragilidade capilar.
A única arma contra a dengue é a prevenção. Portanto, faça sua parte ajudando a combater os focos de acúmulo de água – vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas, caixa d’água, latões, etc. – pois são locais propícios para a proliferação do mosquito transmissor.
Se você apresentar os sintomas da dengue, procure imediatamente o médico.