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quinta-feira, 1 de março de 2012

AIDS: previna-se e faça exames!


           A Síndrome da Deficiência Humana – AIDS – é uma doença causada pelo vírus HIV, que destrói os linfócitos do organismo do paciente infectado. Como os linfócitos são os responsáveis por manter íntegro e funcionante o sistema imunológico do paciente, essa destruição torna o paciente mais suscetível a adquirir doenças oportunistas. Estima-se que aproximadamente 600 mil brasileiros sejam portadores do vírus HIV.
            Após o contágio com o vírus, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. E, apesar disso, o vírus já pode ser transmitido. Antes mesmo de desenvolver a doença, o HIV começa um processo de destruição dos glóbulos brancos, razão pela qual a defesa do paciente fica debilitada, deixando o paciente mais propício a desenvolver doenças e complicações.
            Os sintomas são comuns, muitas vezes, semelhantes aos da gripe e podem demorar a aparecer. Os principais são: febre alta, diarréia constante, crescimento dos gânglios linfáticos (aparecimento de nódulos na virilha, axilas, pescoço), perda de peso e erupções na pele. Quanto mais debilitada vai se tornando a imunidade, maiores as chances do surgimento de complicações como: pneumonia e outras doenças, problemas neurológicos, perda de memória, alguns tipos de câncer, dificuldade de coordenação motora e outros. Caso o paciente não faça o tratamento de forma rápida e correta, estas manifestações podem levá-lo à morte rapidamente.
            Infelizmente ainda não há cura para a AIDS. Porém, existem medicamentos antiretrovirais, ou seja, que controlam a multiplicação do vírus, diminuindo a carga viral e reconstituindo o sistema imune. Os mais conhecidos são: AZT – zidovudina, DDI – didanosina, 3TC – lamividina e D4T – estavudina. Apesar de causar efeitos colaterais significativos nos rins e fígado dos pacientes, o coquetel para tratamento melhora a qualidade de vida e aumenta a sobrevida do soropositivo.
            As formas de contágio mais comuns são por relações sexuais sem preservativos, compartilhamento de agulhas e objetos cortantes infectados, acidente de trabalho por profissionais da saúde e também de mãe para filho durante a gestação ou amamentação. O diagnóstico é feito pelo exame de sangue chamado anti-HIV. Para ser confiável o teste deve ser realizado pelo menos 3 meses após a última situação de risco de infecção.
            Portanto, previna-se utilizando preservativos (masculinos ou femininos), não compartilhando agulhas e frequentando locais de sua confiança para aplicação de piercings ou tatuagens, realização de cirurgias ou procedimentos com cortes ou perfurações. Realize exames anualmente, o atendimento é garantido pela rede de saúde pública do país.

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