No delicado mecanismo de calcificação óssea não há espaço para desfalques nutricionais. Tanto isso é verdade que um desequilíbrio nas doses de vitaminas e sais minerais já pode comprometer a ossatura. A ingestão de elementos como cálcio, magnésio, vitamina K e vitamina D é fundamental para o esqueleto.
É importante construir ossos fortes e saudáveis durante a infância e a adolescência e manter a saúde dos ossos ao longo da vida a fim de evitar osteoporose e demais problemas ósseos. A ossatura humana cresce até os 20 anos de idade. A partir daí, a densidade da mesma aumenta até os 35 anos. Então, o processo de perda progressiva de massa óssea é iniciado e isso acontece com maior velocidade em mulheres, principalmente após a menopausa devido à diminuição dos níveis de estrogênio. A prevenção desses problemas é feita através da realização de atividades físicas regulares, ingestão adequada de elementos essenciais à estrutura óssea através de laticínios, peixes e vegetais e manutenção de níveis dos hormônios que agem na calcificação e reabsorção óssea.
A osteoporose – descalcificação progressiva dos ossos que os torna porosos e frágeis – é tida como um problema de saúde pública. Embora as mulheres sejam as mais acometidas, os homens também podem desenvolver a doença, que se torna mais frequente com o avançar da idade. Estima-se que 25% das mulheres acima dos 50 anos e 13% dos homens acima dos 65 anos sejam afetados por tal, isso se deve ao fato de que os idosos têm uma queda hormonal e menor absorção intestinal de certos minerais.
As principais causas da doença são: idade avançada, menopausa, histórico familiar de osteoporose, constituição física magra, baixa ingestão de cálcio, falta de exposição à luz solar, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e ser portador de diabetes ou demais doenças crônicas. Lamentavelmente, os sintomas só surgem quando a perda óssea já é acentuada. Portanto, exames como a medição da densidade dos ossos através da “densitometria óssea” devem ser feitos como forma de diagnóstico. Cabe também dosagem sanguínea de cálcio, cálcio iônico e certos hormônios.
O tratamento pode ser feito através do aprimoramento na dieta alimentar e também com base em medicamentos como cálcio e vitamina D. Portanto, adotar medidas preventivas é a maneira mais eficaz de evitar complicações e prejuízos à saúde.

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