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Biomédica e Estudante de Medicina (Contatos --> Tel: 67-9976-5669; e-mail: thayara.paolla@yahoo.com.br)

sábado, 21 de abril de 2012

PRESSÃO ALTA TEM SINTOMAS?

          Chamamos de pressão arterial a força usada pelo coração para bombear o sangue através dos vasos sanguíneos para todo o corpo, ela existe em todas as pessoas e tem valores que devem ser medidos periodicamente. Ela é determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a resistência que ele encontra para circular pelos vasos e pode ser modificada pela variação do volume e viscosidade (espessura) do sangue, da frequência cardíaca e da elasticidade dos vasos.
            Uma pressão arterial (P.A.) normal tem o valor de 12 x8 (120 x 80 mmHg). Valores entre 12x8 e 14x9 são limítrofes e o paciente é considerado um pré-hipertenso. Um indivíduo hipertenso tem sua P.A. com valor maior ou igual a 14x9. Para se ter um valor real da pressão arterial, algumas recomendações são indispensáveis antes de sua aferição, tais como: não falar durante o procedimento, urinar e repousar por quinze minutos antes de medir e outras mais. Para ser diagnosticado como hipertenso, o paciente deve consultar um médico.
            Estima-se que um a cada quatro adultos brasileiros seja portador da hipertensão. Além disso, 50% das pessoas com mais de 60 anos e 5% das crianças e adolescentes do Brasil apresentam o quadro hipertensivo. Por isso, todo mundo deve ter certo cuidado consigo mesmo, já que, na maioria das vezes, a hipertensão pode ser assintomática. E, quando os sintomas existem, eles são inespecíficos, tais como: dor de cabeça, tonturas, edema nas pernas, palpitações, sangramentos nasais, visão borrada, dispnéia, vômito, falta de ar ou cansaço. E não é pelo fato de cursam com sintomas simples, que a hipertensão não é uma ameaça. Muito pelo contrário, a hipertensão é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal, isso porque os vasos sanguíneos de todas as pessoas são recobertos internamente por uma fina e delicada camada, que é machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada. Consequentemente, os vasos se tornam endurecidos e estreitados, podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper causando sérios danos, principalmente aos rins (alterações de filtração ou paralisação), coração (angina e infarto), cérebro (derrame cerebral ou acidente vascular cerebral) e olhos (cegueira). Estas são situações muito graves que podem ser evitadas através da obediência às recomendações de vida saudável e ao tratamento instituído pelo médico.
            Para evitar que a hipertensão seja sua mais nova e indesejada companheira faça pelo menos 30 minutos de atividades físicas diárias, diminua o sal de seu prato (evite usar o saleiro, use outros temperos com menor teor de sódio), evite ao máximo alimentos prontos e industrializados, reduza o seu sobrepeso, controle seu estresse, ansiedade e depressão, suspensa o cigarro, não consuma álcool em excesso, controle os níveis do colesterol, tenha um sono adequado, tenha tempo para sua família, amigos e lazer, siga as orientações de seu médico ou outros profissionais da saúde e, mesmo que não haja mais sintomas ou elevação da pressão, jamais interrompa o tratamento farmacológico sem comunicar o seu médico. E meça regularmente sua pressão arterial.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

GIARDÍASE


Também conhecida por lambliose, a giardíase é uma infecção intestinal causada pelo protozoário flagelado Giardia lamblia. Esta doença está presente no mundo todo, mas afeta principalmente populações que vivem em condições sanitárias e higiênicas precárias, crianças e casais homossexuais que mantêm relações sexuais anais.
            A transmissão acontece por via oral-fecal, ou seja, os protozoários são oriundos de fezes de indivíduos ou animais contaminados e podem estar presentes nas mãos, água ou alimentos. Além disso, moscas e baratas podem transportar a Giardia em suas patas. O período de incubação varia de uma a quatro semanas e o infectado pode não apresentar sintomas. Quando há sintomatologia, normalmente, se manifesta por diarréia aguda com fezes aquosas e dor abdominal. Na forma crônica da doença, o paciente pode se queixar de distenção abdominal, flatulência, diarréia persistente com consequente má absorção, acarretando em esteatorréia - que são fezes com excesso de gordura, forte odor e que aderem às paredes da louça sanitária - levando à deficiência mineral e vitamínica e anorexia. No caso de crianças portadoras da forma crônica, pode haver déficit de crescimento ou, caso não se faça o tratamento, morte. Pacientes com deficiência imunitária apresentam o quadro mais grave.
            O diagnóstico é feito com base nos sintomas do paciente e através do exame de fezes. É necessária a análise de amostras de fezes coletadas em três dias alternados, pois, assim, a chance de diagnóstico aumenta em 50% a 90%. Nas fezes podem ser encontradas as duas formas do protozoário, que são cistos ou trofozoítos, os primeiros são as formas infectantes e dão resistência ao parasita, sendo geralmente encontrados em fezes formadas. Já os trofozoítos são as formas ativas, que vivem e se reproduzem no organismo do hospedeiro. O indivíduo se infecta com os cistos, que se transformam em trofozoítos no meio ácido do estômago. Pode ser feita também a pesquisa de antígenos nas fezes ou aspirado do conteúdo duodenal e, em raros casos, biópsia do material duodenal.
            O tratamento é feito através de medicamentos conforme orientação médica e reposição de líquidos e eletrólitos. Trabalhadores do setor alimentício ou pessoas que tem contato mais próximo com crianças devem se ausentar de seus serviços até a cura total.
            Como forma de prevenção, todos devem ter hábitos de higiene, tais como: lavar as mãos antes de comer ou preparar alimentos e após usar o banheiro, trocar fraldas, brincar com animais, ingerir água tratada, higienizar bem os alimentos antes do consumo e se preocupar com o tratamento correto dos doentes. Vale lembrar que o cloro não mata os cistos da Giardia, que podem permanecer viáveis por meses no meio ambiente.