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Biomédica e Estudante de Medicina (Contatos --> Tel: 67-9976-5669; e-mail: thayara.paolla@yahoo.com.br)

sábado, 16 de junho de 2012

EVITE O MICO!


            Os fungos estão por toda parte, inclusive na nossa pele, vivendo harmoniosamente sem nos causar danos. Quando provocam doenças, estas são chamadas de micoses, que podem também ser ocasionadas por fungos de origem animal ou do solo. As micoses superficiais afetam a pele, os pelos, as unhas e as mucosas.
            Estes microrganismos são normais na flora do ser humano e, na pele, se alimentam da queratina, não causando nenhum prejuízo ao indivíduo. Porém, existem algumas condições – como: calor, umidade, baixa imunidade e uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo - que favorecem sua multiplicação e desenvolvimento, gerando, assim, a doença.
            As micoses superficiais mais conhecidas são: o pano branco, a onicomicose, a frieira e o impingem. A característica principal é a formação de lesões pruriginosas, ou seja, que causam coceira. A primeira citada é também conhecida como micose de praia, e forma manchas claras recobertas por fina descamação, atingindo principalmente áreas como tronco, face, pescoço e couro cabeludo. A onicomicose nada mais é do que a micose de unhas e apresenta-se de várias formas, como: deslocamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha. A frieira é a tinea interdigital, que causa descamação, maceração, fissuras e coceira entre os dedos dos pés. O impingem é a tinea do corpo, caracterizado por lesões arredondadas que cocam e se iniciam por ponto avermelhado.
            O aspecto clínico das lesões é muito importante para o diagnóstico. Além disso, é fundamental a realização dos exames micológico direto e cultura para fungos, sendo a coleta do material feita em laboratório através do raspado das lesões. O tratamento depende do tipo de micose e deve ser prescrito impreterivelmente pelo médico dermatologista. A maioria dos tratamentos é baseada na aplicação local de cremes, loções e talcos antimicóticos. Porém, quando o paciente apresenta lesões mais extensas ou recidivantes, é necessário o tratamento por via oral para melhor abordagem terapêutica. A duração do tratamento é longa e deve ser seguida rigorosamente conforme a indicação médica. É muito importante que o paciente não interrompa o tratamento mesmo que não haja mais sintomas e que não utilize medicamento indicados por outras pessoas, pois isto pode mascarar características importantes e dificultar o tratamento.
            Para fugir do mico tenha hábitos higiênicos e siga algumas dicas: seque-se muito bem, principalmente nas dobras da pele (axilas, virilhas, dedos dos pés); evite ficar com roupas molhadas por muito tempo; não use objetos pessoais de outras pessoas (toalhas, roupas, bonés, pentes, calçados); não ande descalço em ambientes altamente úmidos (saunas, vestiários); evite mexer com terra sem usar luvas; tenha seu próprio material de manicure e mantenho-o sempre limpo; evite usar calçados fechados o máximo possível, não usar o mesmo por dois dias seguidos; observe o pelo e pele de seus animais de estimação, caso haja alguma falha, leve-o ao veterinário; evite usar roupas quentes e justas, assim como o uso de tecidos sintéticos, principalmente nas roupas íntimas, opte sempre por tecidos de algodão, pois as fibras sintéticas retêm suor. Estas são medidas simples e que te ajudam a não pagar mico!

terça-feira, 12 de junho de 2012

CUIDE BEM DO SEU AMOR!

        No mundo moderno em que vivemos, as pessoas se relacionam breve e libertinamente com seus inúmeros parceiros (as), motivo pelo qual os casos de doenças sexualmente transmissíveis (DST's) vem aumento muito. Apesar das diversas campanhas de conscientização e muitas formas de prevenção, a população não se compromete e nem se importa com as DST's.
            Uma importante DST é vaginose bacteriana, que atinge homens e mulheres, é causada pela bactéria Gardnerella vaginalis, este microrganismo é componente da flora normal da vagina, vivendo em harmonia com o organismo feminino. Porém, quando ocorre um desequilíbrio da flora - como em situações de estresse, infecções, gravidez, uso de DIU - a Gardnerella se prolifera causando a doença, que pode ser transmitida para os homens caso não haja proteção adequada durante as relações sexuais.
            Esta doença, também conhecida por vaginite atípica, pode não gerar sinais e sintomas em seus portadores. Quando ocorrem manifestações clínicas, a mulher pode se queixar de corrimento homogêneo amarelado ou acinzentado, com bolhas esparsas em sua superfície e odor ativo desagradável. Após as relações sexuais, a presença do esperma no ambiente vaginal faz com que surja um odor característico que assemelha-se a peixe podre. O homem, geralmente é um portador assintomático, mas pode apresentar uretrite e/ou balanopostite (glande e prepúcio), ardência ao urinar e raramente corrimento uretral. Em ambos os sexos, a coceira é rara.         
            A ocorrência dessa DST, que tem o período de incubação variável entre 2 a 21 dias, na mulher é geralmente de causa primária, ou seja, devido ao desequilíbrio de sua flora vaginal. Mas também pode ser por contato sexual. No homem, a doença é causada por transmissão sexual. A transmissão pode ocorrer também pelo contato genital entre parceiras sexuais femininas. A maior incidência é em mulheres com múltiplos parceiros sexuais.
            O diagnóstico é feito através da pesquisa do agente causador da doença em material vaginal e/ou uretral através dos exames de cultura, coloração de Gram e Papanicolau; a interpretação do resultado deve ser associada com a clínica do paciente. O tratamento deve ser feito não apenas no (a) paciente que apresentou resultado positivo, mas também no parceiro (a) com o qual o mesmo teve contato sexual. Faz-se uso de antibióticos por via oral ou em pomadas. É muito importante a detecção e eliminação da doença, pois dentre as consequências estão infertilidade, salpingite, endometrite, aborto e aumento do risco de infecção por HIV, gonorreia, Trichomonas, etc.
            Para se prevenir, tanto o homem quanto a mulher devem: ter uma boa higiene íntima, usar preservativos durante as relações sexuais, evitar duchas vaginas (exceto sob recomendação médica), limitar o número de parceiros (as) sexuais e fazer visitas periódicas ao médico especializado. Portanto, não somente neste dia dos namorados, mas como também todos os demais dias: PREVINA-SE e cuide-se! Não se esquecendo também de cuidar bem do seu amor, seja quem for!