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sábado, 16 de junho de 2012

EVITE O MICO!


            Os fungos estão por toda parte, inclusive na nossa pele, vivendo harmoniosamente sem nos causar danos. Quando provocam doenças, estas são chamadas de micoses, que podem também ser ocasionadas por fungos de origem animal ou do solo. As micoses superficiais afetam a pele, os pelos, as unhas e as mucosas.
            Estes microrganismos são normais na flora do ser humano e, na pele, se alimentam da queratina, não causando nenhum prejuízo ao indivíduo. Porém, existem algumas condições – como: calor, umidade, baixa imunidade e uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo - que favorecem sua multiplicação e desenvolvimento, gerando, assim, a doença.
            As micoses superficiais mais conhecidas são: o pano branco, a onicomicose, a frieira e o impingem. A característica principal é a formação de lesões pruriginosas, ou seja, que causam coceira. A primeira citada é também conhecida como micose de praia, e forma manchas claras recobertas por fina descamação, atingindo principalmente áreas como tronco, face, pescoço e couro cabeludo. A onicomicose nada mais é do que a micose de unhas e apresenta-se de várias formas, como: deslocamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha. A frieira é a tinea interdigital, que causa descamação, maceração, fissuras e coceira entre os dedos dos pés. O impingem é a tinea do corpo, caracterizado por lesões arredondadas que cocam e se iniciam por ponto avermelhado.
            O aspecto clínico das lesões é muito importante para o diagnóstico. Além disso, é fundamental a realização dos exames micológico direto e cultura para fungos, sendo a coleta do material feita em laboratório através do raspado das lesões. O tratamento depende do tipo de micose e deve ser prescrito impreterivelmente pelo médico dermatologista. A maioria dos tratamentos é baseada na aplicação local de cremes, loções e talcos antimicóticos. Porém, quando o paciente apresenta lesões mais extensas ou recidivantes, é necessário o tratamento por via oral para melhor abordagem terapêutica. A duração do tratamento é longa e deve ser seguida rigorosamente conforme a indicação médica. É muito importante que o paciente não interrompa o tratamento mesmo que não haja mais sintomas e que não utilize medicamento indicados por outras pessoas, pois isto pode mascarar características importantes e dificultar o tratamento.
            Para fugir do mico tenha hábitos higiênicos e siga algumas dicas: seque-se muito bem, principalmente nas dobras da pele (axilas, virilhas, dedos dos pés); evite ficar com roupas molhadas por muito tempo; não use objetos pessoais de outras pessoas (toalhas, roupas, bonés, pentes, calçados); não ande descalço em ambientes altamente úmidos (saunas, vestiários); evite mexer com terra sem usar luvas; tenha seu próprio material de manicure e mantenho-o sempre limpo; evite usar calçados fechados o máximo possível, não usar o mesmo por dois dias seguidos; observe o pelo e pele de seus animais de estimação, caso haja alguma falha, leve-o ao veterinário; evite usar roupas quentes e justas, assim como o uso de tecidos sintéticos, principalmente nas roupas íntimas, opte sempre por tecidos de algodão, pois as fibras sintéticas retêm suor. Estas são medidas simples e que te ajudam a não pagar mico!

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