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Biomédica e Estudante de Medicina (Contatos --> Tel: 67-9976-5669; e-mail: thayara.paolla@yahoo.com.br)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Tem verruga aí?

Tem alguma verruga aí? Fique esperto! Pode ser HPV. Não sabe o que é isso? O HPV é o Papilomavírus humano, um microrganismo pertencente à família Papillomaviridae que provoca lesões na pele ou mucosas. Na maioria dos casos, as lesões são de crescimento limitado e regridem espontaneamente. Mas, elas podem nem aparecer e isto é preocupante!

            A transmissão se dá pelo contato direto com a pele de uma pessoa infectada. Os HPV genitais são transmitidos através das relações sexuais e podem causar lesões características na vulva, vagina, colo do útero, pênis e ânus. Além de cordas vocais, pele e esôfago. As infecções clínicas mais comuns são as que apresentam as verrugas genitais ou condilomas acuminados, também conhecidos como "crista de galo". Existem também as lesões subclínicas, nas quais os pacientes não apresentam nenhum sintoma, podendo progredir para o câncer de colo de útero ou outros tipos de cânceres (dependendo da região afetada) caso não sejam tratadas precocemente.

            Atualmente, conhece-se mais de 200 tipos de HPV. Dentre eles, estão ao de baixo risco e os de alto risco de câncer. Sabe-se que de 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas, em algum momento de suas vidas, por um ou mais tipos de HPV. Qualquer pessoa infectada por este tipo de vírus desenvolve anticorpos contra o mesmo, mas nem sempre são capazes de eliminá-lo do organismo. A maioria das infecções em mulheres é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune. Porém, de 3% a 10% das infectadas pelo HPV podem desenvolver o câncer de colo de útero.

            Como forma de prevenção, todos os casais devem usar preservativos durante as relações sexuais, esta medida ajudará a diminuir a possibilidade de transmissão. Além disso, existem dois tipos de vacinas disponíveis, uma é a quadrivalente (contra os tipos 16 e 18 - que são encontrados em 70% dos casos de câncer de colo de útero - e contra os tipos 6 e 11 - que são encontrados em 90% das verrugas genitais). A outra vacina é específica contra os tipos 16 e 18. Tanto o uso de preservativo quanto a vacinação não excluem a necessidade da realização de exames preventivos periódicos femininos e masculinos.

            O diagnóstico é feito através da análise das verrugas presentes nas partes do corpo e exames específicos. Para o câncer de colo de útero, se faz o Papanicolau, que detecta alterações precoces. A confirmação é feita por exames moleculares, como PCR e captura hibrida. É interessante que todas as pessoas, inclusive casadas, façam exames preventivos periodicamente, os mesmo são oferecidos pelo sistema público de saúde. As formas de tratamento são diversificadas e escolhidas conforme o caso, dentre elas estão: medicamentos de uso tópico, tratamento a laser ou cirúrgico.

            Não dê bobeira! Pois esta doença, que pode te levar ao câncer, nem sempre desenvolve sintomas. Seja você casado (a) ou solteiro (a), faça seus exames ginecológicos regularmente!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

ANDROPAUSA: a "menopausa" masculina.


          A andropausa é o período na vida do homem em que os níveis de testosterona sofrem declínio. Acontece por volta dos 50 anos de idade e é devida à diminuição do tamanho dos testículos com consequente queda da produção hormonal. É uma época marcada por mudanças fisiológicas e psicológicas que se instalam lenta e progressivamente, diferente da menopausa, em que os sintomas são mais repentinos. 
A partir dos 40 anos de idade, os níveis de testosterona caem aproximadamente 1% a cada ano. Portanto, os homens devem se cuidar para fugir da impotência sexual e demais problemas consequentes da andropausa, tais como: queda da libido, ejaculação precoce, diminuição da qualidade de ereções, queda de cabelo, perda de memória, diminuição da massa muscular, aumento da gordura abdominal, câncer de próstata, alterações no humor, nervosismo, insônia, depressão, perfil lipídico aterogênico, diminuição da sensação de bem estar, fadiga e osteoporose.
A diminuição dos níveis de testosterona não indica, necessariamente, interrupção da capacidade reprodutiva, como acontece com a mulher quando entra na menopausa. Além do avanço da idade, a produção hormonal pode ser prejudicada por outros fatores, como o uso de certos medicamentos, tabagismo, obesidade, doenças hepáticas, doenças renais e doenças de algumas glândulas – principalmente tireóide. Por isso, os homens devem ter cuidado com sedentarismo e alimentação, pois o acúmulo da gordura abdominal acaba contribuindo ainda mais para diminuição das taxas hormonais, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
O diagnóstico é feito através de exames de sangue pela dosagem de testosterona, hormônio folículo estimulante e hormônio luteinizante. Além de espermograma, exame urológico (o toque), densitometria óssea e ecografia de próstata e abdômen.
O tratamento é feito pela reposição hormonal através de comprimidos via oral, adesivos colocados na pele, injeções intramusculares ou gel de testosterona. Nem todos os homens necessitam realizar a terapia de reposição. Porém, devem obrigatoriamente fazer exames preventivos e avaliativos regulares. A terapia apresenta riscos à saúde do paciente se for realizada exageradamente. Deste modo, a orientação médica especializada é indispensável. É muito importante que o paciente faça a mudança de seus hábitos alimentares com supressão de açúcares, equilíbrio dos lipídios ingeridos, maior consumo de sais minerais e vitaminas – com frutas, legumes e verduras e pratique exercícios físicos a fim de aumentar sua qualidade de vida