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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Cuidado com o bebê amarelo!


        Também conhecida como amarelão, a icterícia neonatal é uma alteração fisiológica decorrente do acúmulo de um pigmento amarelado chamado bilirrubina. Assim como outras substâncias, a bilirrubina é produzida normalmente pelo organismo humano como resultado do rompimento dos glóbulos vermelhos - as hemácias - do sangue, que vivem de 90 a 120 dias. Quando as células vermelhas morrem, a hemoglobina presente nelas se transforma em bilirrubina e é transportada para o fígado, onde é metabolizada e excretada pelas fezes. Caso este processo não ocorra adequadamente, acontece o acúmulo do pigmento e a pele e, até mesmo, o branco dos olhos tornam-se amarelados.
            No recém-nascido (RN), isto pode ocorrer devido à imaturidade do sistema hepático, ou seja, o fígado do bebê tem uma capacidade limitada de metabolização. Além disso, fatores como traumas, demora na ligadura do cordão umbilical e concentração elevada de hemoglobina podem levar à hiperbilirrubinemia (excesso de bilirrubina no sangue), acontecendo principalmente em bebês prematuros. Mas não entrem em pânico, pois esta é uma situação transitória presente em aproximadamente 80% dos recém-nascidos, que pode mudar conforme o bebê vai sendo amamentado, pois, assim, excretará mais bilirrubina nas fezes. Isto não significa que o neonato não precise de acompanhamento médico!  Pois, se não houver a detecção e tratamento adequados, o seu filho pode sofrer com consequências deste acúmulo. A forma mais grave desta doença é a decorrente da incompatibilidade sanguínea, que ocorre quando a mãe é Rh negativo e o filho é Rh positivo, fazendo com que as células vermelhas do bebê sejam destruídas rapidamente.
            A cor amarelada da pele normalmente aparece entre o segundo e terceiro dia de vida - exceto nos casos de incompatibilidade, que surge no primeiro dia. A maioria regride espontaneamente. Caso persista por mais tempo, deve-se investigar com mais afinco, pois pode ser devido outras causas patológicas, como infecção urinária ou doenças congênitas. A detecção é feita através do exame clínico e pelo uso do bilirrubinômetro cutâneo em consultórios pediátricos, mas a exatidão dos níveis de bilirrubina é obtida através da dosagem de seus níveis pelo exame de sangue.

            O tratamento é feito se o médico considerar que as taxas do pigmento não regredirão. O bebê passará por sessões de fototerapia - o popular "banho de luz" - que ajuda a diluir a bilirrubina, tornando mais fácil a sua excreção. Em casos de incompatibilidade sanguínea, deve ser feita a exsanguinotransfusão, procedimento que vai retirar todo o sangue do RN e substituí-lo por outro sangue.  Papais e mamães, cuidado redobrado: o excesso de bilirrubina pode acumular-se no cérebro e acarretar danos irreversíveis ao sistema nervoso de seu filho! Portanto, faça o tratamento caso seja necessário e, medidas simples, como o banho de sol em horários permitidos é muito importante.

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