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sábado, 11 de agosto de 2012

Motivo para muita dor.

         O pâncreas é uma glândula grande localizada atrás do estômago e junto à parte inicial do intestino. Tem funções importantes, como a secreção de enzimas para o intestino delgado - através de um canal chamado ducto pancreático - responsáveis pela digestão de gorduras, proteínas e carboidratos. Além de disso, secreta insulina e glucagon, hormônios que ajudam o corpo a utilizar a glicose advindas dos alimentos. A inflamação desta glândula recebe o nome de pancreatite, que pode acontecer de forma aguda ou crônica e, geralmente, está associada ao uso abusivo de álcool.
            A pancreatite pode ser também ocasionada por bloqueio ou estreitamento do ducto pancreático devido a algum trauma ou formação de pseudocistos, o que interrompe o fluxo das secreções pancreáticas, levando ao processo inflamatório intenso e consequente edema. Além disso, fatores como hereditariedade, condições congênitas, fibrose cística, altos níveis de cálcio e/ou triglicerídeos no sangue, uso de certos medicamentos e certas condições auto-imunes podem levar ao quadro de pancreatite. Ainda que raramente, a pancreatite idiopática (de causa desconhecida) pode ocorrer.
            O sintoma mais comum é a dor intensa na "boca do estômago" de início abrupto e que se irradia em faixa para as costas. É possível que o paciente apresente náuseas, vômitos e icterícia. Quando na forma crônica da doença pode haver diarreia e diabetes, já que o pâncreas vai perdendo suas funções exócrinas e endócrinas. A dor aparece também na forma crônica durante as fases de agudização (crises).
           O diagnóstico é feito através do exame clínico do paciente, histórico de vida, exames como raio X e ultrassonografia de abdômen, além de exames de sangue como dosagem de amilase e lipase. O tratamento geralmente requer internação hospitalar, pois o paciente precisa fazer hidratação por soro na veia e jejum para que a glândula repouse até que a inflamação regrida, o que acontece em 80% dos casos. Os outros 20% evoluem para a forma de pancreatite crônica, podendo levar à lesões de órgãos como pulmões, rins e coração. Não deve ser deixada de lado a possibilidade de o paciente entrar em choque, sendo necessário seu encaminhamento ao Centro de Terapia Intensiva (CTI). Em casos de necrose, deve-se recorrer também ao tratamento cirúrgico.
         Para se prevenir, não abuse das bebidas alcoólicas. Caso você já tenha apresentado algum episódio de pancreatite, suspenda imediatamente o uso do álcool e não ingira sequer uma gota de bebida alcoólica, pois o consumo agrava o quadro. Ao sentir alguma dor característica da doença, procure assistência médica. O diagnóstico e início precoce do tratamento são fundamentais para a cura e/ ou controle das pancreatites.

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