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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Rubéola pode ser perigosa!

A rubéola é uma doença infecciosa causada por vírus que acomete crianças e adultos. Trata-se de doença comumente benigna que cursa com febre, “rash” (manchas tipo “urticária” na pele) que dura aproximadamente 3 dias e aumento de gânglios linfáticos (ínguas).
            A transmissão acontece através da inalação de gotículas de secreção nasal de pessoas contaminadas que contém o vírus ou via transplacentária (mãe para o feto). O maior risco de transmissão está entre os 10 dias antes do “rash” até 15 dias após o seu surgimento. Crianças nascidas com rubéola, por contágio da mãe grávida (rubéola congênita), podem permanecer fonte de contágio por muitos meses.
            Após o contágio leva-se em média 18 dias até surgir o primeiro sintoma. Os sintomas iniciais assemelham-se com os de uma gripe comum e duram de 7 a 10 dias com febre, dores musculares e articulares, prostração, dores de cabeça e corrimento nasal transparente e, então, surgimento das ínguas e, posteriormente as manchas na pele, que duram 3 dias e desaparecem sem deixar sequelas. Os dois últimos achados tem início na face e no pescoço e disseminam-se pelo tronco até a periferia do corpo. Alguns pacientes apresentam a forma subclínica, não se queixando de sintomas. A doença pode tornar-se potencialmente grave quando acomete mulheres grávidas, devido ao risco de ocasionar mal-formações no feto, principalmente quando acontece no primeiro trimestre da gestação.
            O diagnóstico é feito basicamente pelo conjunto dos sintomas e achados ao exame físico no consultório médico e somente é confiável em vigência de epidemia, uma vez que os sintomas são comuns a muitas viroses e as manchas de pele que também são características de outras viroses como a mononucleose, sarampo, dengue e outras. Para maior precisão no diagnóstico são realizados exames de sangue que detectam anticorpos específicos. Não há tratamentos virais exclusivos, alguns pacientes demandam tratamentos sintomáticos, tal como o uso de analgésico.
            Como forma de prevenção, a vacinação é muito importante, sendo recomendada de rotina aos 15 meses de idade (vacina MMR) e para todos os adultos que ainda não tiveram contato com a doença (vacinação de bloqueio). Gestantes não podem ser vacinadas e as mulheres vacinadas devem evitar a gestação até o mês seguinte à vacinação. Enquanto infectados pelo vírus da rubéola, todos os doentes devem ficar afastados de outras pessoas. As gestantes devem fazer controle por exames de sangue quando necessário. Para as pessoas hospitalizadas é feito isolamento até a cura da doença.