A rubéola é uma doença infecciosa causada por
vírus que acomete crianças e adultos. Trata-se de doença comumente benigna que
cursa com febre, “rash” (manchas tipo “urticária” na pele) que dura
aproximadamente 3 dias e aumento de gânglios linfáticos (ínguas).
A
transmissão acontece através da inalação de gotículas de secreção nasal de
pessoas contaminadas que contém o vírus ou via transplacentária (mãe para o
feto). O maior risco de transmissão está entre os 10 dias antes do “rash” até
15 dias após o seu surgimento. Crianças nascidas com rubéola, por contágio da
mãe grávida (rubéola congênita), podem permanecer fonte de contágio por muitos
meses.
Após
o contágio leva-se em média 18 dias até surgir o primeiro sintoma. Os sintomas
iniciais assemelham-se com os de uma gripe comum e duram de 7 a 10 dias com
febre, dores musculares e articulares, prostração, dores de cabeça e corrimento
nasal transparente e, então, surgimento das ínguas e, posteriormente as manchas
na pele, que duram 3 dias e desaparecem sem deixar sequelas. Os dois últimos
achados tem início na face e no pescoço e disseminam-se pelo tronco até a
periferia do corpo. Alguns pacientes apresentam a forma subclínica, não se
queixando de sintomas. A doença pode tornar-se potencialmente grave quando
acomete mulheres grávidas, devido ao risco de ocasionar mal-formações no feto, principalmente
quando acontece no primeiro trimestre da gestação.
O
diagnóstico é feito basicamente pelo conjunto dos sintomas e achados ao exame
físico no consultório médico e somente é confiável em vigência de epidemia, uma
vez que os sintomas são comuns a muitas viroses e as manchas de pele que também
são características de outras viroses como a mononucleose, sarampo, dengue e
outras. Para maior precisão no diagnóstico são realizados exames de sangue que
detectam anticorpos específicos. Não há tratamentos virais exclusivos, alguns
pacientes demandam tratamentos sintomáticos, tal como o uso de analgésico.
Como forma de prevenção, a vacinação
é muito importante, sendo recomendada de rotina aos 15 meses de idade (vacina
MMR) e para todos os adultos que ainda não tiveram contato com a doença
(vacinação de bloqueio). Gestantes não podem ser vacinadas e as mulheres
vacinadas devem evitar a gestação até o mês seguinte à vacinação. Enquanto
infectados pelo vírus da rubéola, todos os doentes devem ficar afastados de
outras pessoas. As gestantes devem fazer controle por exames de sangue quando
necessário. Para as pessoas hospitalizadas é feito isolamento até a cura da
doença.
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