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Biomédica e Estudante de Medicina (Contatos --> Tel: 67-9976-5669; e-mail: thayara.paolla@yahoo.com.br)

quarta-feira, 20 de março de 2013

Obesidade: quando ela começa?

            A obesidade é o acúmulo de gordura corporal, causado quase sempre pelo consumo de energia superior ao gasto necessário para manutenção e realização das atividades do dia a dia.  Esta enfermidade geralmente está associada a outros vários problemas de saúde, trazendo prejuízos ao bem-estar do indivíduo.
            Esta moléstia é resultado da interação de fatores como patrimônio genético, ambiente socioeconômico, cultural, educativo e o ambiente individual e familiar. Portanto, filhos de pais obesos têm grandes chances de apresentarem obesidade. Além disso, o que se tem mostrado em diversos estudos, é que o mais leva ao ganho de peso excessivo é a qualidade de vida do paciente: aumento na quantidade de alimentos e bebidas ingeridas, qualidade dos produtos ingeridos, consumo de produtos prontos (congelados, embutidos, enlatados, fast food), consumo de bebidas alcoólicas, diminuição ou exclusão total das atividades físicas, plano alimentar irregular, alimentação em horários impróprios, etc.
            O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Paciente obesos apresentam limitações de movimentos, estão mais propensos a contaminações por fungos e outras infecções dermatológicas em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser elas graves. Além disso, sobrecarregam a coluna, pernas, pés, desenvolvendo, a longo prazo, degenerações nas articulações da coluna, quadril, joelho e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda com úlceras de repetição e erisipela.
            A obesidade é fator de risco para uma série de distúrbios como: hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças cérebro-vasculares, hipercolesterolemia, distúrbios lipídicos, diabetes mellitus tipo II, aumento da insulina, câncer, intolerância à glicose, osteoartrite, distúrbios menstruais, infertilidade, apnéia do sono e outros. Isso faz com que a expectativa de vida dos obesos tenha uma diminuição significativa, principalmente aqueles portadores de obesidade mórbida.
            O diagnóstico é feito por um médico especialista através de avaliação clínica e cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que caracterizará os riscos associados à doença. O tratamento é direcionado a cada caso e deve ser feito rigorosamente conforme a orientação médica. Pode-se associar reeducação alimentar e exercício físico com medicamentos e acompanhamento psiquiátrico.
            A prevenção deve ser iniciada na infância, evitando que as crianças apresentem peso acima do normal, devendo sempre manter uma dieta saudável e associando esportes às horas vagas. Manter sempre relacionamentos afetivos entre familiares e amigos. Pacientes que recuperaram o peso, devem se manter na dieta saudável e nas atividades físicas. Portanto, não importa sua idade, alimente-se bem e pratique exercício.


sexta-feira, 15 de março de 2013

Melanoma.


            Melanoma é o tipo de câncer de pele mais letal que existe, surge a partir dos melanócitos - células produtoras de melanina (substância responsável pela cor da pele). Dos tumores epidérmicos, o melanoma representa somente 4%, mas recebe especial atenção por ser o mais grave devido à alta possibilidade de metástase (que é o "espalhamento" de células tumorais para outros órgãos).

            Fatores de risco que levam ao desenvolvimento deste câncer são: a exposição solar excessiva, história prévia de câncer de pele (pois assim há maior chance de se desenvolver outra lesão), histórico familiar de melanoma, nevos (pintas que podem ser lesões neoplásicas), xeroderma pigmentoso e ter pele clara.

            O paciente portador de melanoma geralmente não apresenta sintomas, o que pode acontecer é o surgimento de algumas lesões pigmentadas com bordas irregulares e que causam coceira. Por isso, é sempre importante que seja feita a avaliação de um dermatologista caso surja alguma lesão assimétrica, com borda irregular, de coloração variada e com diâmetro maior que 6 milímetros.

            Na fase inicial, o melanoma se localiza na camada mais superficial da pele, permitindo maior facilidade no diagnóstico e tratamento. Conforme progride, o tamanho da lesão vai aumentando, ocorre mudança de coloração, há formação de feridas, pequenas crostas, sangramento e coceira. Neste estágio, sua profundidade já está maior, sendo assim, mais grave a lesão e, consequentemente, maiores os riscos de metástases.

            O tratamento varia conforme idade do paciente, estado geral de saúde, estágio em que se encontra a doença e outros fatores a serem considerados pelo médico. Pode ser feito através de cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia biológica. É muito importante que seja feito com urgência.

Melanoma é o tipo de câncer de pele mais letal que existe, surge a partir dos melanócitos - células produtoras de melanina (substância responsável pela cor da pele). Dos tumores epidérmicos, o melanoma representa somente 4%, mas recebe especial atenção por ser o mais grave devido à alta possibilidade de metástase (que é o "espalhamento" de células tumorais para outros órgãos).

            Fatores de risco que levam ao desenvolvimento deste câncer são: a exposição solar excessiva, história prévia de câncer de pele (pois assim há maior chance de se desenvolver outra lesão), histórico familiar de melanoma, nevos (pintas que podem ser lesões neoplásicas), xeroderma pigmentoso e ter pele clara.

            O paciente portador de melanoma geralmente não apresenta sintomas, o que pode acontecer é o surgimento de algumas lesões pigmentadas com bordas irregulares e que causam coceira. Por isso, é sempre importante que seja feita a avaliação de um dermatologista caso surja alguma lesão assimétrica, com borda irregular, de coloração variada e com diâmetro maior que 6 milímetros.

            Na fase inicial, o melanoma se localiza na camada mais superficial da pele, permitindo maior facilidade no diagnóstico e tratamento. Conforme progride, o tamanho da lesão vai aumentando, ocorre mudança de coloração, há formação de feridas, pequenas crostas, sangramento e coceira. Neste estágio, sua profundidade já está maior, sendo assim, mais grave a lesão e, consequentemente, maiores os riscos de metástases.

            O tratamento varia conforme idade do paciente, estado geral de saúde, estágio em que se encontra a doença e outros fatores a serem considerados pelo médico. Pode ser feito através de cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia biológica. É muito importante que seja feito com urgência.

          Como forma de prevenção use sempre filtro solar (não somente no rosto), evite a exposição ao sol entre as 10:00h e as 15:00h, use blusas de manga comprida e chapéu para se proteger do sol e faça sempre um auto exame de sua pele, caso encontre alguma alteração, procure um dermatologista para esclarecer suas dúvidas e realizar exames mais detalhados.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Sangue Derramado.

         Acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido popularmente como derrame, é um evento ocasionado pelo entupimento ou rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro, acarretando danos à área cerebral que ficou sem a circulação adequada.
            O termo derrame não é o mais apropriado quando nos referimos a um Acidente Vascular Cerebral (AVC), já que existem dois tipos de AVC e, apenas em um deles, é que ocorre o extravasamento de sangue no parênquima encefálico. No AVC isquêmico, o que acontece é a falta de circulação por obstrução de uma ou mais artérias por ateromas, trombose ou embolia. Ocorre normalmente em pessoas com idade avançada, com colesterol elevado, com problemas vasculares, diabéticos, hipertensos e fumantes. É no AVC hemorrágico que acontece o sangramento cerebral provocado pelo rompimento de uma artéria ou vaso sanguíneo, em virtude de hipertensão arterial, problemas na coagulação sanguínea e traumatismos. Pode ocorrer em pessoas mais jovens e a evolução é mais grave.
            Um paciente que sofre este evento pode apresentar como sintomas: diminuição ou perda repentina da força na face, braço ou perna de um lado do corpo; perda súbita da visão em um ou em ambos os olhos; alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou compreender a linguagem; alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo; dor de cabeça repentina e intensa sem causa aparente; instabilidade, vertigem súbita, intensa e desequilíbrio associado a náuseas e vômitos.
            O tratamento tem a intenção de restaurar as funções afetadas, melhorando a qualidade de vida do paciente e vai ser realizado de acordo com as particularidades de cada caso. Para isso, faz-se necessário o acompanhamento por equipe multidisciplinar, composta por médicos, fisioterapeutas, psicólogos e demais profissionais da saúde. Um dos fatores determinantes para a permanência das sequelas e o número das mesmas é o tempo entre o acontecimento do AVC e o recebimento do tratamento necessário. Por isso, é de suma importância levar o paciente o mais rápido possível para o hospital, pois os danos são maiores após as 3 primeiras horas. A pessoa acometida pelo AVC pode apresentar diversas sequelas decorrentes da imobilidade e acometimento muscular, tais como: alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldades para se alimentar, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão e outras.
            Para prevenir-se desse mal, tenha controle da pressão arterial, do colesterol, da glicose sanguínea, mantenha uma dieta alimentar equilibrada, pratique exercícios físicos regularmente, não fume, se distraia para reduzir o nível de estresse e informe o seu médico se houve ou se há na casos de doenças neurológicas (inclusive enxaqueca) ou cardíacas.