A obesidade é o acúmulo de gordura corporal,
causado quase sempre pelo consumo de energia superior ao gasto necessário para
manutenção e realização das atividades do dia a dia. Esta enfermidade geralmente está associada a
outros vários problemas de saúde, trazendo prejuízos ao bem-estar do indivíduo.
Esta
moléstia é resultado da interação de fatores como patrimônio genético, ambiente
socioeconômico, cultural, educativo e o ambiente individual e familiar.
Portanto, filhos de pais obesos têm grandes chances de apresentarem obesidade.
Além disso, o que se tem mostrado em diversos estudos, é que o mais leva ao
ganho de peso excessivo é a qualidade de vida do paciente: aumento na quantidade
de alimentos e bebidas ingeridas, qualidade dos produtos ingeridos, consumo de
produtos prontos (congelados, embutidos, enlatados, fast food), consumo de bebidas alcoólicas, diminuição ou exclusão
total das atividades físicas, plano alimentar irregular, alimentação em
horários impróprios, etc.
O
excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando
atinge valores extremos. Paciente obesos apresentam limitações de movimentos,
estão mais propensos a contaminações por fungos e outras infecções
dermatológicas em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo
ser elas graves. Além disso, sobrecarregam a coluna, pernas, pés,
desenvolvendo, a longo prazo, degenerações nas articulações da coluna, quadril,
joelho e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda com úlceras
de repetição e erisipela.
A
obesidade é fator de risco para uma série de distúrbios como: hipertensão
arterial, doenças cardiovasculares, doenças cérebro-vasculares, hipercolesterolemia,
distúrbios lipídicos, diabetes mellitus tipo II, aumento da insulina, câncer,
intolerância à glicose, osteoartrite, distúrbios menstruais, infertilidade,
apnéia do sono e outros. Isso faz com que a expectativa de vida dos obesos tenha
uma diminuição significativa, principalmente aqueles portadores de obesidade
mórbida.
O
diagnóstico é feito por um médico especialista através de avaliação clínica e
cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que caracterizará os riscos
associados à doença. O tratamento é direcionado a cada caso e deve ser feito
rigorosamente conforme a orientação médica. Pode-se associar reeducação
alimentar e exercício físico com medicamentos e acompanhamento psiquiátrico.
A
prevenção deve ser iniciada na infância, evitando que as crianças apresentem
peso acima do normal, devendo sempre manter uma dieta saudável e associando
esportes às horas vagas. Manter sempre relacionamentos afetivos entre
familiares e amigos. Pacientes que recuperaram o peso, devem se manter na dieta
saudável e nas atividades físicas. Portanto, não importa sua idade, alimente-se
bem e pratique exercício.

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