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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Cancêr de Mama

              O câncer de mama é mais prevalente entre as mulheres do que entre os homens e é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo. O sintoma mais comum é o aparecimento de um caroço ou nódulos. Podem surgir também inchaço em parte do seio, irritação da pele ou irregularidades, como “covinhas” ou franzidos fazendo com que a pele assemelhe-se à casca de uma laranja, dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro), vermelhidão ou descamação do mamilo ou da pele da mama, saída de secreção (que não é leite) pelo mamilo e caroço nas axilas.
            O câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. Quanto mais cedo for detectada, mais fácil será curá-la. O auto-exame continua sendo muito importante, mas de forma secundária. Todas as mulheres devem fazer a mamografia anualmente a partir dos 40 anos. Antes dessa idade, converse com seu médico para ver se há risco do desenvolvimento desse câncer. A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. Com esse tamanho, o nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.
             As formas de tratamento variam conforme o tipo e o estadiamento do câncer. Os mais indicados são: quimioterapia (uso de medicamentos para matar as células malignas), radioterapia (radiação), hormonoterapia (medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos) e cirurgia, que pode incluir a remoção do tumor ou mastectomia (retirada completa da mama). O tratamento pode, ainda, incluir a combinação de dois ou mais recursos terapêuticos.
            Atenção: embora menos comum, o câncer de mama também pode atingir os homens. Portanto, especialmente depois dos 50 anos, eles não podem desconsiderar sinais da doença como nódulo não doloroso abaixo da aréola, retração de tecidos, ulceração e presença de líquido nos mamilos. São fatores de risco a idade avançada, a exposição prolongada aos hormônios femininos, o excesso de peso e a história familiar ou de mutação genética. Ser portadora dos genes BRCA1 e BRCA2 é um fator de risco importante. Estão também mais propensas a desenvolver a doença por causa da longa exposição aos hormônios femininos, as mulheres que não tiveram filhos ou tiveram o primeiro filho após os 35 anos, não amamentaram, fizeram uso de reposição hormonal (principalmente com estrogênio e progesterona associados), menstruaram muito cedo (antes dos 12 anos) e entraram mais tarde na menopausa (acima dos 50 anos). No entanto, há casos de mulheres que desenvolvem a doença sem apresentar fatores de risco identificáveis. Portanto, consulte seu médico e faça seus exames regularmente. Não dê bobeira!