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Biomédica e Estudante de Medicina (Contatos --> Tel: 67-9976-5669; e-mail: thayara.paolla@yahoo.com.br)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

ALERTA VERMELHO: NÃO CONFUNDA ENDOMETRIOSE COM CÓLICA!

Endometriose é uma doença caracterizada pela presença do endométrio fora da cavidade uterina. Endométrio é o tecido que reveste o interior do útero e nessa doença pode ser encontrado em outros órgãos da pelve, como: trompas, ovários, intestinos e bexiga. A doença acomete mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última. Geralmente, o diagnóstico acontece quando a paciente está na faixa dos 30 anos.
            Os principais sintomas são dor e infertilidade. Em torno de 20% das mulheres têm apenas dor, 60% têm dor e infertilidade e 20% apenas infertilidade. Os sintomas podem variar desde nenhum tipo de desconforto até dor incapacitante, mas os mais comuns são: cólicas menstruais intensas, dor pré-menstrual, dor durante as relações sexuais, dor difusa ou crônica na região pélvica, fadiga crônica e exaustão, sangramento menstrual intenso e irregular, alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação, dificuldade para engravidar e infertilidade. A dor da endometriose pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica/abdominal à relação sexual, ou dor “no intestino” na época das menstruações, ou, ainda, uma mistura desses sintomas.
            O diagnóstico é feito por meio de exame físico, ultrassonografia endovaginal especializado, exame ginecológico, dosagem de marcadores e outros exames de laboratório. Atenção especial deve ser dada ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profunda. Em alguns casos, o médico ginecologista solicitará uma ressonância nuclear magnética e a ecocoloposcopia.
            Alguns estudos associam o padrão menstrual à ocorrência de endometriose: pacientes com fluxo mais intenso e mais frequente teriam mais risco de apresentar a doença. A relação entre o uso de pílula anticoncepcional e a endometriose ainda é polêmica. Filhas e irmãs de pacientes com endometriose têm maior risco de também desenvolver o problema. O consumo excessivo de álcool e cafeína são hábitos que têm sido associados ao aumento do risco ou piora do quadro de endometriose, enquanto fazer atividades físicas parece diminuir as chances de desenvolver a doença. Dois tipos de tratamento podem ser usados para combater as dores da endometriose: medicamentos ou cirurgia. Cada um deles tem suas especificidades, e cabe ao ginecologista avaliar a gravidade da doença em cada caso e recomendar o melhor tratamento. Vale lembrar que, dependendo da situação, ambos os procedimentos são feitos de maneira integrada. importante compreender que não existe cura permanente para a endometriose. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e amenizar os outros sintomas, como favorecer a possibilidade de gravidez e diminuir as lesões endometrióticas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

EMBOLIA PULMONAR

Embolia pulmonar é a obstrução de uma ou mais artérias dos pulmões causada por gordura, ar, coágulo de sangue, líquido amniótico ou células cancerosas. A gravidade do caso está diretamente relacionada com o tamanho do êmbolo que chega ao pulmão, os maiores podem interromper completamente a circulação sanguínea e isto pode ser mortal.
            Este quadro clínico é mais frequentemente causado por um trombo sanguíneo que provém, geralmente, de veias das pernas ou da pélvis. Apesar de mais raro, a embolia pode também ser causada pela liberação de gorduras provocada por traumas ou fraturas ósseas, assim como aquelas ocasionadas por bolhas de ar (ex: viagens aéreas).
            Todas as pessoas podem ter uma embolia pulmonar, porém existem alguns fatores que podem aumentar o risco, que são: histórico familiar de trombose profunda ou de embolia pulmonar, problemas cardíacos, pressão alta, alguns tipos de câncer - especialmente de pâncreas, ovários, pulmão, mama e aqueles com metástase, fumo, obesidade, gestação, suplementos de estrogênio - como pílulas anticoncepcionais ou de reposição hormonal, ficar muito tempo em repouso - como após uma cirurgia, um ataque cardíaco, uma fratura na perna ou qualquer outra doença grave que necessitasse de internação hospitalar, ficar muito tempo sentado -especialmente durante jornadas de trabalho e viagens de avião ou automóvel.
            Trombos pequenos ou aqueles que são rapidamente desfeitos podem não provocar sintomas, ou provocar sintomas leves que passam despercebidos. Os seguintes sintomas são indicativos: dor torácica de início repentino ou que vai aumentando de intensidade, falta de ar, aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração, palidez, ansiedade. Pele e unhas azuladas (cianose), tosse seca ou com sangue, dor aguda no peito e febre podem ser sinais de oclusão de uma ou mais artérias do pulmão e de infarto pulmonar.

            O pronto-atendimento de embolia pulmonar é essencial para se evitar complicações. O tratamento pode ser feito com administração de oxigênio e medicamentos, como anticoagulantes e trombolíticos, usados para dissolver coágulos sanguíneos. Caso os medicamentos não funcionem, o paciente pode passar por procedimentos cirúrgicos em que há a remoção do coágulo de sangue ou, ainda, o uso de um cateter que funciona como um filtro e impede a passagem do coágulo proveniente da perna para o pulmão.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

COM ALERGIA NÃO SE BRINCA!



            Alergias são reações de hipersensibilidade do organismo, isto significa que, quando o sistema imunológico entra em contato com alguma substância estranha, o corpo dá uma resposta imune exagerada.
            Os principais causadores da alergia são ácaros, baratas, fungos, pelos de animais, polens de flores, alimentos (leite e seus derivados - lactose, ovos, amendoin, soja, glúten, peixes e frutos do mar) e medicamentos.
            As manifestações sintomáticas se dão principalmente na pele, olhos, nariz e demais vias respiratórias. Na pele surgem lesões e coceira intensa, podendo manifestar-se no corpo todo. No nariz, a alergia recebe o nome de rinite alérgica, e seus principais desencadeantes são ácaros e poeira. Nas vias respiratórias, nomeia-se como asma ou bronquite, causa inflamação e é causada principalmente por exercícios físicos inadequados, infecções das vias áreas, refluxo gastro-esofágico, causas emocionais, medicamentos e alimentos. A conjuntivite é a inflamação alérgica da ocular e provoca irritação, vermelhidão, coceira e lacrimejamento dos olhos. A alergia a medicamentos e alimentos pode se manifestar por coceira na pele.
            O diagnóstico é feito através dos sintomas, do contexto e do lugar em que tiveram inícios os sintomas. É importante que o paciente mencione alimentos e medicamentos que ingeriu e exposição a alérgenos (como pólen, poeira, fungos). Compete ao médico verificar o histórico de alergias na família do paciente, já que esta reação tem um componente hereditário. A confirmação do diagnóstico é feita através de exames laboratoriais, tanto exames de sangue quanto testes cutâneos.
            O paciente deve procurar investigar as causas da alergia, pois o quadro alérgico pode se agravar dependendo do causador e do número de episódios, ocasionando complicações como distúrbios do sono, alterações na qualidade de vida, rinite crônica, asma e até mesmo choque anafilático, que pode ser fatal.
            Quando necessário, o paciente deve ser submetido a tratamento médico. Cuide-se e não se exponha às substâncias que te causam alergia!

quarta-feira, 1 de julho de 2015

CANDIDÍASE NÃO É SOMENTE UMA DOENÇA SEXUAL.



A candidíase é uma doença causada por fungos que pode afetar os órgãos sexuais, a boca, a pele e o intestino. O tipo mais frequente é a candidíase vaginal que, ao contrário do que muitos pensam, não é causada somente por transmissão sexual. O fungo causador da doença, geralmente Candida albicans, é pertencente à flora normal da vagina e, quando o sistema imune está debilitado, esta levedura pode se proliferar e causar a infecção.   
            A candidíase vaginal é considerada um dos mais irritantes corrimentos e manifesta-se na mulher por coceira, irritação intensa, sensação de queimação ao urinar, dispaurenia – dor durante a penetração, vagina e vulva edemaciadas e avermelhadas e eliminação de corrimento espesso em grumos semelhantes a coalhos. Nos homens, os sintomas são mais brandos e podem passar desapercebidos, entre eles estão: coceira na região genital, vermelhidão, dor ao urinar, pontos brancos, eliminação de corrimento semelhante ao sêmen e leve edema. Em ambos os sexos, as lesões podem estender-se à região perianal e virilha. A complicação mais comum é a disseminação sistêmica e ocorrem especialmente em pacientes imunodeprimidos.
            A transmissão acontece pelo contato com secreções provenientes da boca, pele, órgãos sexuais e dejetos de pacientes portadores. Durante o parto, a mãe pode transmitir para o feto. É importante lembrar que esta infecção pode desenvolver-se sem que haja contato com uma pessoa portadora da Candida, a maioria dos casos acontece quando o sistema imune está debilitado. Alguns fatores como gravidez, diabetes melito, obesidade, uso de roupas justas, uso de certos antibióticos, anticoncepcionais e corticóides, menopausa e infecções são contribuintes para desenvolvimento da candidíase.
            O diagnóstico é feito através do exame ginecológico, exames laboratoriais e o Papanicolau. O tratamento é realizado por medicamentos via oral e pelo uso de cremes antifúngicos. As formas de prevenção são simples e vão desde o uso de preservativos durante as relações sexuais até uma perfeita higienização durante o banho, além disso, deve-se investigar os fatores predisponentes, evitar os banhos coletivos – piscinas, banheiras, etc., não usar toalhas e roupas de outras pessoas, evitar o uso de roupas justas, passar as roupas íntimas com ferro, secar-se bem, usar roupas íntimas de algodão a fim de evitar a umidade local e optar por sabonetes, absorventes e papéis higiênicos neutros.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

CÂNCER DE PRÓSTATA



                A próstata é uma glândula que só o homem possui. Está localizada na parte baixa no abdômen, abaixo da bexiga e à frente do reto. Possui o formato de maçã e é responsável pela produção do sêmen. Este tipo de câncer é o segundo mais comum entre homens no Brasil, o aumento dos casos no país é devido à evolução dos métodos diagnósticos (exames) e melhoria na qualidade dos sistemas de informação.

            Na maioria dos casos, a doença evolui sem sintomas pois o tumor cresce lentamente. Em estágios avançados, o paciente pode apresentar: dor lombar, dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga, presença de sangue na urina,  problemas de ereção e dor na bacia ou joelhos.

            O diagnóstico é feito basicamente por exames clínico e laboratorial, que são o toque retal e a dosagem do antígeno prostático específico (PSA) no sangue. Estes dois exames não definem se o paciente tem o câncer, apenas sugerem a necessidade ou não de realizar outros exames, como, por exemplo, uma biópsia. Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata sintomático apresentam PSA com valores normais. Dependendo da região da próstata, o câncer pode não ser palpável pelo exame de toque retal. Por isso, a melhor estratégia é realizar os dois exames, já que PSA e toque são complementares.

            O tratamento é feito de acordo com a idade do paciente e com o tamanho e classificação do tumor, podendo ser realizado com o uso de medicamentos, radioterapia, hormonoterapia e, se necessário, prostatectomia radical - que é a remoção cirúrgica da próstata. Para pacientes como idade mais avançada portadores de tumor de evolução lenta, o acompanhamento clínico menos invasivo é uma opção que pode ser utilizada.

            Como forma de prevenção o paciente deve levar uma vida saudável, tendo como base uma dieta alimentar com pouca gordura e muitos vegetais, verduras e frutas, não fumando e sendo fisicamente ativo. Pacientes com mais de cinquenta anos, devem fazer o exame de toque retal e dosagem de PSA periodicamente. Negros e seus descendentes devem começar a rotina com 45 anos. Pessoas com histórico familiar de câncer de próstata, têm a recomendação de realizarem estes exames a partir dos 40 anos de idade. Como geralmente o paciente não apresenta sintomas pelo fato de o tumor demorar a crescer é muito importante que o médico seja consultado regularmente.

terça-feira, 2 de junho de 2015

JUNHO VERMELHO: DOE SANGUE, DOE VIDA!!!



            A doação de sangue é um ato simples, tranquilo e seguro, que salva vidas e não oferece risco ou prejuízo à saúde do doador!
            Durante a doação, que dura em torno de 55 minutos e é sempre acompanhada por um profissional da saúde, são retirados aproximadamente 450 ml de sangue, o que não ultrapassa 10% do volume total de sangue que circula no corpo, por isso, a quantidade doada é reposta rapidamente pelo próprio organismo do doador.
            Existem três tipos de doação: doação espontânea (atitude solidária e altruísta com interesse único de ajudar o próximo, sem um receptor específico); doação vinculada (feita com destino a um certo paciente, citando nome do receptor); e doação autóloga (doar para si mesmo).
            Para ser um doador é necessário ter idade entre 18 e 69 anos 11 meses e 29 dias,  pesar acima de 50 kg (descontando uso de vestimentas), ter feito uma ótima noite de repouso na noite anterior à doação, não estar em jejum - porém não se deve fazer refeições pesadas ou gordurosas nas 4 horas anteriores à doação, não ingerir bebida alcoólica no dia anterior à doação. Doadores que possuem 16 ou 17 anos podem fazer doação mediante autorização formal dos pais/responsável legal. A primeira doação deve ser feita, no máximo, até os 60 anos. O candidato à doação deve estar em boas condições de saúde, sem feridas ou machucados no corpo.
            Não pode doar quem tem ou teve: hepatite após os 11 anos de idade, hanseníase, hipertireoidismo, doença auto-imune, doença de Chagas, AIDS, diabetes, câncer, uso de drogas ilícitas nos 12 meses anteriores à doação, relações sexuais de risco, gestante ou mulheres que amamentam crianças com menos de 12 meses. Doadores com risco cardíaco deve ter autorização de seu cardiologista.
            Algumas situações necessitam de aguardo entre 30 dias a 12 meses dependendo de qual for, sendo elas: procedimento dentário, transfusão de sangue, tatuagem, piercing, doenças em geral (desde resfriados até mais graves), aborto, parto normal, cesárea, amamentação, cirurgia,  vacinação, uso de certos medicamentos.
            Mulheres devem dar um intervalo de 90 dias entre cada doação, ou seja, podem fazer 3 doações num ano. Homens devem intervalar 60 dias, podendo doar 4 vezes ao ano. A doação de sangue é uma ação necessária, de solidariedade, cidadania e amor. Faça sua parte! Doe sangue, doe vida!!!