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Biomédica e Estudante de Medicina (Contatos --> Tel: 67-9976-5669; e-mail: thayara.paolla@yahoo.com.br)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

ESCLEROSE MÚLTIPLA



          Esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica, provavelmente autoimune. Por motivos genéticos ou ambientais, na esclerose múltipla, o sistema imunológico começa a agredir a bainha de mielina, que recobre os neurônios e isso compromete a função do sistema nervoso. A característica mais importante da esclerose múltipla é a imprevisibilidade dos surtos. Em geral, a doença acomete pessoas jovens, entre 20 e 30 anos, e provoca dificuldades motoras e sensitivas.
            As causas da doença ainda não são bem definidas. Sabe-se, porém, que a evolução difere de uma pessoa para outra e que é mais comum nas mulheres e nos indivíduos de pele branca que vivem em zonas temperadas. A fase inicial da esclerose múltipla é bastante sutil. Os sintomas são transitórios, podem ocorrer a qualquer momento e duram aproximadamente uma semana. Tais características fazem com que o paciente não dê importância às primeiras manifestações da doença que vão e voltam independentemente do tratamento. A pessoa pode passar dois ou três anos apresentando pequenos sintomas sensitivos, pequenas turvações da visão ou pequenas alterações no controle da urina sem dar importância a esses sinais, porque, depois de alguns dias eles desaparecem. Com a evolução do quadro, aparecem sintomas sensitivos, motores e cerebelares de maior magnitude representados por fraqueza, entorpecimento ou formigamento nas pernas ou de um lado do corpo, diplopia (visão dupla) ou perda visual prolongada, desequilíbrio, tremor e descontrole dos esfíncteres.
            O diagnóstico é basicamente clínico e complementado por exames de imagem. A observação, o diagnóstico precoce e o tratamento médico apropriado evitam complicações, como por exemplo as infecções de alguns órgãos. Mesmo assim, a esperança de vida dos pacientes é aumentada apenas moderadamente.
            A idade em que os sintomas tiveram início é o principal fator de prognóstico: quanto mais jovem o acometido, mais provável e precoce será a deterioração. Outro fator será o subtipo de EM. Uma minoria poderá não ter um curso progressivo, outra minoria terá um desenvolvimento severo e rápido dos sintomas.
            Algumas dicas ajudam a melhorar a qualidade de vida do portador de esclerose múltipla como a prática de exercícios físicos e acompanhamento fisioterapêutico. O tratamento deve ser feito de acordo com a evolução clínica de cada paciente.

terça-feira, 19 de maio de 2015

MORREU DE RAIVA!!!

A raiva é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus. É uma encefalite comprometedora do Sistema Nervoso Central  que geralmente tem evolução rápida e, quase sempre, fatal.
            A transmissão acontece através da saliva de animais infectados, geralmente por uma mordida ou através da pele lesionada. Qualquer mamífero é capaz de transmitir raiva aos seres humanos, sendo os mais frequentes os animais domésticos e de fazenda, tais como: gatos, cachorros, vacas, furões, cabras e cavalos. Dentre os animais selvagens, estão: morcegos, coiotes, raposas, castores, macacos, guaxinins, gambás e marmotas.
            O período de incubação (tempo que vai do momento da infecção ao início da apresentação dos sintomas) pode variar muito - de dez dias a sete anos. Porém, tempo médio é de 3 a 12 semanas. Os sintomas são: febre baixa, espasmos musculares, babar em excesso, entorpercimento, formigamento, agitação, ansiedade, dificuldade de engolir, convulsão, dor e sensibilidade exagerada no local da mordida, excitabilidade, perda da sensibilidade em uma área do corpo e perda de função muscular.
            O diagnóstico pode ser feito através da uma punção lombar para analisar a presença do vírus da raiva no fluido espinhal. A pesquisa pelo vírus também pode ser realizada utilizando a saliva do paciente ou por um biópsia.
            Para tratamento, TODAS AS FERIDAS CAUSADAS POR MODIDAS DE ANIMAIS devem ser limpas com água e sabão imediatamente. O médico deve ser procurado logo em seguida e, se houver risco de contaminação pela raiva, serão administradas cinco vacinas preventivas no intervalo de 28 dias. Não há tratamento efetivo conhecido para pessoas com sintomas de infecção por raiva. Porém, é possível evitar complicações se o tratamento for feito logo após a mordida. Já que, quando os sintomas aparecem, raramente o paciente sobrevive, mesmo que seja feito tratamento e acompanhamento médico.
         A vacina antirrábica é a melhor maneira de se prevenir contra a raiva. Além disso, certifique-se de que seus animais de estimação receberam as imunizações adequadas. Pergunte ao veterinário quantas doses devem ser ministradas.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Ih, deu ZIKA !! QUE DOENÇA É ESSA?



          Zika é uma doença viral com sintomas parecidos com os da dengue. O vírus causador foi isolado, pela primeira vez, em 1947, num macaco Rhesus utilizado em uma pesquisa. Após 20 anos foi isolado em humanos e, acredita-se que chegou ao Brasil em 2014 através de turistas que vieram assistir à Copa do Mundo.
          Assim como a dengue, a febre chikungunya e a febre amarela, a Zika também é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e também por outros do mesmo gênero (Aedes albopictus, africanus, apicoargenteus, furcifer, luteocephalus, etc).
          O vírus não é tão forte quanto o da dengue ou da chikungunya e os pacientes apresentam um quadro alérgico. Dentre outros sintomas, estão: febre por volta dos 38 graus, dor de cabeça, no corpo e nas articulações, náuseas, mal-estar. A erupção cutânea (exantema) acompanhada de coceira intensa pode tomar o rosto, o tronco e os membros e atingir a palma das mãos e a planta dos pés. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarréia e sinais de conjuntivite.
          O período de incubação é de 3 a 12 dias e o sistema imune do infectado se encarrega de eliminar o vírus e restaurar a saúde do paciente. A forma de prevenção é como a da dengue, combate aos focos do mosquito e uso de repelentes. Ainda não há vacina disponível contra este tipo de vírus.
          Como nas outras viroses, o tratamento é apenas sintomático, ou seja, não são utilizados medicamentos com capacidade de matar ou eliminar o vírus. São prescritos remédios para aliviar os sintomas, tais como analgésicos, anti-inflamatórios não esteróides e anti-térmicos que não podem de maneira alguma contar ácido acetilsalícico – ou aas. É muito importante que o paciente se mantenha em repouso e muito bem hidratado. O médico deve ser procurado assim que os sintomas começarem a aparecer, a fim que seja iniciado o tratamento correto e que a doença não seja confundida com as demais.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

DENGUE: FAÇA SUA PARTE E EXIJA DO PRÓXIMO.





A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Existem cinco subtipos do vírus, mas nem todos se encontram no Brasil. Caso a pessoa já tenha sido infectada por um deles, ela não será infectada novamente pelo mesmo.
Pode se manifestar de duas maneiras: dengue clássica e dengue hemorrágica. A primeira se inicia de maneira súbita e os sintomas são febre, dores de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, cansaço, náuseas, vômitos, perda do paladar e apetite e, à vezes, manchas avermelhadas pelo corpo. Na forma mais grave, o paciente manifesta os mesmo sintomas da dengue clássica e aparecem repentinamente dores abdominais contínuas, sangramento pelo nariz, boca e gengiva, dificuldade respiratória, sonolência e agitação, confusão mental, sede excessiva e boca seca. Na forma hemorrágica, o sangramento pode ocorrer em vários órgãos e, caso não seja tratada rapidamente, pode levar o paciente à morte em até 24 horas.
 A possibilidade de um novo episódio de dengue é bastante preocupante, pois na reincidência os sintomas se manifestam mais severamente. Como já existe certa sensibilização do sistema imunológico decorrente da primeira infecção, há uma resposta imunológica exacerbada e isto é o alarmante, pois pode causar inflamações, o que aumenta o risco de lesões nos vasos sanguíneos, levando à dengue hemorrágica.
Não há tratamento especifico, são administrados apenas medicamentos que aliviam os sintomas. O paciente deve permanecer em repouso e ingerir muito líquido como água, sucos naturais, chás, água de coco, soros caseiros, etc. Não devem ser utilizados medicamentos à base de AAS (ácido acetil salicílico) – ex: engov, aspirina, doril e outros – pois aumentam o risco de hemorragias.
O diagnóstico é feito através do histórico clínico do paciente e com a sorologia para dengue, hemograma e PCR. Para a dengue hemorrágica, pode-se fazer também a prova do laço, que é o teste de fragilidade capilar.  A única arma contra a dengue é a prevenção. Portanto, faça sua parte ajudando a combater os focos de acúmulo de água – vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas, caixa d’água, latões, etc. – pois são locais propícios para a proliferação do mosquito transmissor. A vacina contra dengue está em fase de teste em humanos e em breve estará disponível. Se você apresentar os sintomas da dengue, procure imediatamente o médico.