A raiva é uma doença
infecciosa aguda causada por um vírus. É uma encefalite comprometedora do
Sistema Nervoso Central que geralmente
tem evolução rápida e, quase sempre, fatal.
A transmissão acontece através da
saliva de animais infectados, geralmente por uma mordida ou através da pele
lesionada. Qualquer mamífero é capaz de transmitir raiva aos seres humanos, sendo
os mais frequentes os animais domésticos e de fazenda, tais como: gatos,
cachorros, vacas, furões, cabras e cavalos. Dentre os animais selvagens, estão:
morcegos, coiotes, raposas, castores, macacos, guaxinins, gambás e marmotas.
O período de incubação (tempo que
vai do momento da infecção ao início da apresentação dos sintomas) pode variar
muito - de dez dias a sete anos. Porém, tempo médio é de 3 a 12 semanas. Os
sintomas são: febre baixa, espasmos musculares, babar em excesso, entorpercimento,
formigamento, agitação, ansiedade, dificuldade de engolir, convulsão, dor e sensibilidade
exagerada no local da mordida, excitabilidade, perda da sensibilidade em uma
área do corpo e perda de função muscular.
O diagnóstico pode ser feito através
da uma punção lombar para analisar a presença do vírus da raiva no fluido
espinhal. A pesquisa pelo vírus também pode ser realizada utilizando a saliva
do paciente ou por um biópsia.
Para tratamento, TODAS AS FERIDAS CAUSADAS
POR MODIDAS DE ANIMAIS devem ser limpas com água e sabão imediatamente. O
médico deve ser procurado logo em seguida e, se houver risco de contaminação
pela raiva, serão administradas cinco vacinas preventivas no intervalo de 28
dias. Não há tratamento efetivo conhecido para pessoas com sintomas de infecção
por raiva. Porém, é possível evitar complicações se o tratamento for feito logo
após a mordida. Já que, quando os sintomas aparecem, raramente o paciente
sobrevive, mesmo que seja feito tratamento e acompanhamento médico.
A vacina antirrábica é a melhor maneira
de se prevenir contra a raiva. Além disso, certifique-se de que seus animais de
estimação receberam as imunizações adequadas. Pergunte ao veterinário quantas
doses devem ser ministradas.

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