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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

ALERTA VERMELHO: NÃO CONFUNDA ENDOMETRIOSE COM CÓLICA!

Endometriose é uma doença caracterizada pela presença do endométrio fora da cavidade uterina. Endométrio é o tecido que reveste o interior do útero e nessa doença pode ser encontrado em outros órgãos da pelve, como: trompas, ovários, intestinos e bexiga. A doença acomete mulheres a partir da primeira menstruação e pode se estender até a última. Geralmente, o diagnóstico acontece quando a paciente está na faixa dos 30 anos.
            Os principais sintomas são dor e infertilidade. Em torno de 20% das mulheres têm apenas dor, 60% têm dor e infertilidade e 20% apenas infertilidade. Os sintomas podem variar desde nenhum tipo de desconforto até dor incapacitante, mas os mais comuns são: cólicas menstruais intensas, dor pré-menstrual, dor durante as relações sexuais, dor difusa ou crônica na região pélvica, fadiga crônica e exaustão, sangramento menstrual intenso e irregular, alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação, dificuldade para engravidar e infertilidade. A dor da endometriose pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica/abdominal à relação sexual, ou dor “no intestino” na época das menstruações, ou, ainda, uma mistura desses sintomas.
            O diagnóstico é feito por meio de exame físico, ultrassonografia endovaginal especializado, exame ginecológico, dosagem de marcadores e outros exames de laboratório. Atenção especial deve ser dada ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profunda. Em alguns casos, o médico ginecologista solicitará uma ressonância nuclear magnética e a ecocoloposcopia.
            Alguns estudos associam o padrão menstrual à ocorrência de endometriose: pacientes com fluxo mais intenso e mais frequente teriam mais risco de apresentar a doença. A relação entre o uso de pílula anticoncepcional e a endometriose ainda é polêmica. Filhas e irmãs de pacientes com endometriose têm maior risco de também desenvolver o problema. O consumo excessivo de álcool e cafeína são hábitos que têm sido associados ao aumento do risco ou piora do quadro de endometriose, enquanto fazer atividades físicas parece diminuir as chances de desenvolver a doença. Dois tipos de tratamento podem ser usados para combater as dores da endometriose: medicamentos ou cirurgia. Cada um deles tem suas especificidades, e cabe ao ginecologista avaliar a gravidade da doença em cada caso e recomendar o melhor tratamento. Vale lembrar que, dependendo da situação, ambos os procedimentos são feitos de maneira integrada. importante compreender que não existe cura permanente para a endometriose. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e amenizar os outros sintomas, como favorecer a possibilidade de gravidez e diminuir as lesões endometrióticas.

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