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Biomédica e Estudante de Medicina (Contatos --> Tel: 67-9976-5669; e-mail: thayara.paolla@yahoo.com.br)

domingo, 18 de março de 2012

Como eu sei que é herpes?


Herpes é uma doença infecciosa muito contagiosa causada pelos vírus herpes simples HSV-1 e HSV-2 que se manifesta causando lesões principalmente nos lábios e genitais, mas que podem surgir também em outros órgãos. A doença é caracterizada pelo aparecimento de bolhas cheias de líquido claro ou amarelado que formam crostas quando se rompem.
A transmissão acontece pelo contato com as lesões da pessoa infectada com a pele ou mucosa de uma pessoa ainda não infectada. A aparição dos sintomas se dá aproximadamente duas semanas após o contato. Como o vírus permanece alojado no organismo por toda a vida, recidivas com espaços de tempo variados acontecem. Os principais sintomas são formigamento, coceira, desconforto, dor e surgimento de bolhas agrupadas na região afetada. A primeira manifestação costuma ser a mais grave e o restabelecimento completo e demorado. Nas recidivas, os sintomas são os mesmos, porém menos intensos. Durante as manifestações, as bolhas rompem-se liberando o líquido rico em vírus e formando uma ferida crostosa que desaparece sem deixar cicatriz de 7 a 12 dias caso o indivíduo não coce o local. O rompimento das bolhas é a fase de maior perigo de transmissão. As recidivas acontecem quando o sistema imune do paciente está debilitado, como em casos de febre. Além disso, fatores como exposição ao sol, menstruação, consumo de bebidas alcoólicas e cigarro favorecem novas manifestações.
Não há cura. Porém, há tratamento para abrandar os sintomas e a replicação do vírus. O médico deverá orientar o paciente a utilizar cremes ou medicamentos por via oral que ajudam a diminuir o período de evolução durante a crise herpética e os sintomas. Vacinas estão sendo testadas para a prevenção, mas, por enquanto, nenhuma foi suficientemente eficaz. O diagnóstico normalmente é feito apenas pelo exame clínico. Em certas situações, pode ser necessária a identificação do vírus ou a realização do exame citológico.
Para a prevenção recomenda-se o uso de preservativos durante a relação sexual, evitar o contato com as lesões de pacientes infectados, lavar sempre as mãos, evitar o compartilhamento de roupas e toalhas, usar roupas soltas – preferivelmente de algodão, evitar o uso de produtos químicos – como sprays perfumados – na área genital e evitar a exposição aos fatores que estimulam as recidivas. 

domingo, 11 de março de 2012

Saúde dos Ossos: você se importa?

         No delicado mecanismo de calcificação óssea não há espaço para desfalques nutricionais. Tanto isso é verdade que um desequilíbrio nas doses de vitaminas e sais minerais já pode comprometer a ossatura. A ingestão de elementos como cálcio, magnésio, vitamina K e vitamina D é fundamental para o esqueleto.
            É importante construir ossos fortes e saudáveis durante a infância e a adolescência e manter a saúde dos ossos ao longo da vida a fim de evitar osteoporose e demais problemas ósseos. A ossatura humana cresce até os 20 anos de idade. A partir daí, a densidade da mesma aumenta até os 35 anos. Então, o processo de perda progressiva de massa óssea é iniciado e isso acontece com maior velocidade em mulheres, principalmente após a menopausa devido à diminuição dos níveis de estrogênio. A prevenção desses problemas é feita através da realização de atividades físicas regulares, ingestão adequada de elementos essenciais à estrutura óssea através de laticínios, peixes e vegetais e manutenção de níveis dos hormônios que agem na calcificação e reabsorção óssea.
            A osteoporose – descalcificação progressiva dos ossos que os torna porosos e frágeis – é tida como um problema de saúde pública. Embora as mulheres sejam as mais acometidas, os homens também podem desenvolver a doença, que se torna mais frequente com o avançar da idade. Estima-se que 25% das mulheres acima dos 50 anos e 13% dos homens acima dos 65 anos sejam afetados por tal, isso se deve ao fato de que os idosos têm uma queda hormonal e menor absorção intestinal de certos minerais.
            As principais causas da doença são: idade avançada, menopausa, histórico familiar de osteoporose, constituição física magra, baixa ingestão de cálcio, falta de exposição à luz solar, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e ser portador de diabetes ou demais doenças crônicas. Lamentavelmente, os sintomas só surgem quando a perda óssea já é acentuada. Portanto, exames como a medição da densidade dos ossos através da “densitometria óssea” devem ser feitos como forma de diagnóstico. Cabe também dosagem sanguínea de cálcio, cálcio iônico e certos hormônios.
            O tratamento pode ser feito através do aprimoramento na dieta alimentar e também com base em medicamentos como cálcio e vitamina D. Portanto, adotar medidas preventivas é a maneira mais eficaz de evitar complicações e prejuízos à saúde

quinta-feira, 1 de março de 2012

AIDS: previna-se e faça exames!


           A Síndrome da Deficiência Humana – AIDS – é uma doença causada pelo vírus HIV, que destrói os linfócitos do organismo do paciente infectado. Como os linfócitos são os responsáveis por manter íntegro e funcionante o sistema imunológico do paciente, essa destruição torna o paciente mais suscetível a adquirir doenças oportunistas. Estima-se que aproximadamente 600 mil brasileiros sejam portadores do vírus HIV.
            Após o contágio com o vírus, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. E, apesar disso, o vírus já pode ser transmitido. Antes mesmo de desenvolver a doença, o HIV começa um processo de destruição dos glóbulos brancos, razão pela qual a defesa do paciente fica debilitada, deixando o paciente mais propício a desenvolver doenças e complicações.
            Os sintomas são comuns, muitas vezes, semelhantes aos da gripe e podem demorar a aparecer. Os principais são: febre alta, diarréia constante, crescimento dos gânglios linfáticos (aparecimento de nódulos na virilha, axilas, pescoço), perda de peso e erupções na pele. Quanto mais debilitada vai se tornando a imunidade, maiores as chances do surgimento de complicações como: pneumonia e outras doenças, problemas neurológicos, perda de memória, alguns tipos de câncer, dificuldade de coordenação motora e outros. Caso o paciente não faça o tratamento de forma rápida e correta, estas manifestações podem levá-lo à morte rapidamente.
            Infelizmente ainda não há cura para a AIDS. Porém, existem medicamentos antiretrovirais, ou seja, que controlam a multiplicação do vírus, diminuindo a carga viral e reconstituindo o sistema imune. Os mais conhecidos são: AZT – zidovudina, DDI – didanosina, 3TC – lamividina e D4T – estavudina. Apesar de causar efeitos colaterais significativos nos rins e fígado dos pacientes, o coquetel para tratamento melhora a qualidade de vida e aumenta a sobrevida do soropositivo.
            As formas de contágio mais comuns são por relações sexuais sem preservativos, compartilhamento de agulhas e objetos cortantes infectados, acidente de trabalho por profissionais da saúde e também de mãe para filho durante a gestação ou amamentação. O diagnóstico é feito pelo exame de sangue chamado anti-HIV. Para ser confiável o teste deve ser realizado pelo menos 3 meses após a última situação de risco de infecção.
            Portanto, previna-se utilizando preservativos (masculinos ou femininos), não compartilhando agulhas e frequentando locais de sua confiança para aplicação de piercings ou tatuagens, realização de cirurgias ou procedimentos com cortes ou perfurações. Realize exames anualmente, o atendimento é garantido pela rede de saúde pública do país.