Quem sou eu

Minha foto
Biomédica e Estudante de Medicina (Contatos --> Tel: 67-9976-5669; e-mail: thayara.paolla@yahoo.com.br)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Meningite: fique atento e aja rapidamente!

          Meningite é a inflamação das meninges, que são as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. É causada por diversos tipos de bactérias, vírus, fungos e protozoários. As meningites virais são as mais frequentes e as bacterianas são extremamente graves e podem causar danos cerebrais ou levar à morte caso não recebam tratamento imediato.
            Os pacientes mais vulneráveis à infecção são idosos, imunodeprimidos e, principalmente, crianças menores de 5 anos de idade. A ocorrência é maior em populações com aglomerados e a transmissão acontece pelo contato com secreções respiratórias, saliva ou gotículas de saliva de um indivíduo contaminado por algum microrganismo causador da doença. Também ocorre por causas não infecciosas, tais como: metástase de certos tumores para a meninge, uso de certos medicamentos e outras.
            Os principais sintomas são rigidez no pescoço, dor de cabeça intensa, febre, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e a sons altos e alterações do estado mental. Podem ocorrer também elevação de fontanela – a famosa “moleirinha” dos recém-nascidos -, agitação, perda de consciência, respiração acelerada e opistótonos, que é a contratura da coluna vertebral, fazendo com que ela forme um arco. Deve-se ficar atento às crianças pequenas, pois os sintomas podem ser inespecíficos, tais como irritabilidade e sonolência. Os sintomas podem demorar até cinco dias para se manifestarem.
            O diagnóstico é feito pela análise e cultura do líquor, também conhecido como líquido cefalorraquidiano que age como amortecedor para o cérebro e a medula espinhal. A coleta deste líquido é feita por punção lombar no hospital e o material é enviado imediatamente ao laboratório para avaliação da cor e aspecto, contagem celular total e diferencial, realização dos exames de glicose, proteínas total e frações, cloretos, lactato desidrogenase, teste de sífilis, pesquisa de microrganismos através de microscopia e cultura. Outros exames complementares podem ser feitos como Raio X de Tórax, hemograma e PCR.
            O tratamento é feito de acordo com cada caso, mas basicamente pelo uso de antibióticos, antivirais e demais medicamentos intravenosos para tratar os sintomas como inchaço do cérebro, choque e convulsões. Entre as complicações mais frequentes, estão: dano cerebral, déficit cognitivo, perda parcial ou total da visão e/ou audição, hidrocefalia e prejuízos ao sistema nervoso central.
            A prevenção pode ser feita fundamentalmente pelos cuidados com a higiene e também através de vacinas específicas prescritas pelo médico. Não fique na dúvida, em qualquer suspeita, procure imediatamente um hospital, pois o diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar danos neurológicos permanentes e aumentar as chances de se obter um bom prognóstico.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Gota, que doença é essa?

           A gota é uma doença reumática, inflamatória e metabólica que acomete as articulações e cursa com hiperuricemia, ou seja, elevação dos níveis de ácido úrico no sangue. Sua incidência maior ocorre entre os 30 a 50 anos de idade, sendo predominante – 95% dos casos -  no sexo masculino. Em mulheres, geralmente acontece após a menopausa.
            O acúmulo de ácido úrico no sangue pode ser ocasionado pela incapacidade dos rins em eliminar este metabólito ou pelo excesso de produção do mesmo. A doença é classificada em primária – quando as causas são hereditárias – ou em secundária – quando acontece em consequência de outras doenças, como: anemia falciforme, leucemia, psoríase, insuficiência renal, obesidade, hipertensão arterial e hipotireoidismo; ou uso de certos medicamentos como: diuréticos, aspirina em dose baixa, varfarina e outros. Portanto, é uma doença crônica e não contagiosa. A hiperuricemia pode também ser ocasionada por outros motivos, tais como: dieta rica em proteínas e gordura e uso abusivo de bebidas alcoólicas.
            O fator desencadeante da doença é o aumento dos níveis séricos de ácido úrico, que resulta no depósito de cristais de monourato de sódio nas juntas e, consequentemente, artrite aguda. Porém, apenas o aumento do ácido úrico não significa que o paciente é gotoso, já que apenas 20% dos pacientes com hiperuricemia apresentam a gota. Isso faz necessária a dosagem deste metabólito através do exame de sangue.
            As crises manifestam-se geralmente como uma artrite iniciada na madrugada, caracterizada por uma inflamação articular juntamente com calor, edema e extrema dor. Isto dura geralmente de 5 a 7 dias e tem resolução espontânea, entrando num período assintomático que dura de três meses a dois anos, até que ocorra a próxima crise.
            O diagnóstico da gota é feito através da visualização microscópica do cristal no líquido sinovial - líquido presente nas articulações. Outros métodos adicionais são: a dosagem de ácido úrico em urina de 24 horas e também a análise da presença de tofos, que são conglomerados de cristais de ácido úrico depositados em cartilagens (borda da orelha, cotovelo, ponta do nariz, joelhos).

            Na há cura, mas o tratamento é feito pela normalização dos níveis de ácido úrico no sangue com fármacos específicos, tratamento de doenças associadas (ex: diabetes, hipertensão, outras), tratamento das crises com analgésicos e compressas com gelo e orientação da dieta alimentar. Sem o tratamento o espaço entre as crises diminui a intensidade da dor aumenta, os surtos ficam mais prolongados e a tendência a envolver mais de uma articulação é maior. 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Cancêr de Mama

              O câncer de mama é mais prevalente entre as mulheres do que entre os homens e é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo. O sintoma mais comum é o aparecimento de um caroço ou nódulos. Podem surgir também inchaço em parte do seio, irritação da pele ou irregularidades, como “covinhas” ou franzidos fazendo com que a pele assemelhe-se à casca de uma laranja, dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro), vermelhidão ou descamação do mamilo ou da pele da mama, saída de secreção (que não é leite) pelo mamilo e caroço nas axilas.
            O câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. Quanto mais cedo for detectada, mais fácil será curá-la. O auto-exame continua sendo muito importante, mas de forma secundária. Todas as mulheres devem fazer a mamografia anualmente a partir dos 40 anos. Antes dessa idade, converse com seu médico para ver se há risco do desenvolvimento desse câncer. A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. Com esse tamanho, o nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.
             As formas de tratamento variam conforme o tipo e o estadiamento do câncer. Os mais indicados são: quimioterapia (uso de medicamentos para matar as células malignas), radioterapia (radiação), hormonoterapia (medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos) e cirurgia, que pode incluir a remoção do tumor ou mastectomia (retirada completa da mama). O tratamento pode, ainda, incluir a combinação de dois ou mais recursos terapêuticos.
            Atenção: embora menos comum, o câncer de mama também pode atingir os homens. Portanto, especialmente depois dos 50 anos, eles não podem desconsiderar sinais da doença como nódulo não doloroso abaixo da aréola, retração de tecidos, ulceração e presença de líquido nos mamilos. São fatores de risco a idade avançada, a exposição prolongada aos hormônios femininos, o excesso de peso e a história familiar ou de mutação genética. Ser portadora dos genes BRCA1 e BRCA2 é um fator de risco importante. Estão também mais propensas a desenvolver a doença por causa da longa exposição aos hormônios femininos, as mulheres que não tiveram filhos ou tiveram o primeiro filho após os 35 anos, não amamentaram, fizeram uso de reposição hormonal (principalmente com estrogênio e progesterona associados), menstruaram muito cedo (antes dos 12 anos) e entraram mais tarde na menopausa (acima dos 50 anos). No entanto, há casos de mulheres que desenvolvem a doença sem apresentar fatores de risco identificáveis. Portanto, consulte seu médico e faça seus exames regularmente. Não dê bobeira!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Tosse persistente? Fique atento!


         A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa grave causada pelo Mycobacterium tuberculosis, uma micobactéria também conhecida por bacilo de Koch. O paciente infectado dissemina milhões destes bacilos pelo ar no momento em que espirra, tosse ou até mesmo pela fala. Os bacilos ficam suspensos no ambiente durante horas, podendo contaminar demais pessoas que por ali passam.
            Além dos pulmões, que são os órgãos mais afetados devido à predileção da bactéria por locais altamente oxigenados, este microrganismo pode também afetar demais órgãos, como ossos, rins e meninges. Porém, a micobactéria só é transmitida por quem está infectado nos pulmões. Mas, não são todas as pessoas que entram em contato com o bacilo que desenvolvem a doença, pois, se seu sistema imune estiver em ordem, ele eliminará este corpo estranho. Caso sua imunidade não seja capaz de eliminar os bacilos, estes irão se multiplicar e, num período de aproximadamente 15 dias, estará instalada a tuberculose primária, cujas características são pequenas lesões nos pulmões. De 5% a 10 % dos infectados contraem a doença e queixam-se de febre baixa geralmente à tarde, suor noturno, cansaço excessivo, perda de peso lenta e progressiva, fraqueza, indisposição, falta de apetite e do sintoma mais marcante, que é a tosse seca e contínua logo do início das manifestações. Alguns pacientes não exibem nenhum indício da doença ou até mesmo ignoram os sintomas por meses ou anos, o que faz com que a doença evolua formando a caverna tuberculosa, que são lesões maiores nos pulmões que inflamam frequentemente, causando tosse com secreções, pus e sangue.
            O tratamento é garantido pelo sistema público de saúde e é baseado no uso de três medicamentos, durando aproximadamente seis meses. É de extrema importância que o paciente o faça corretamente, sem interrompê-lo mesmo que não haja mais sintomas. Pois, caso seja interrompido, o bacilo pode tornar-se resistente e persistir no organismo causando sintomas e lesões mais graves.
            O diagnóstico é feito com base no histórico do paciente e com auxílio de exames como raio-X de tórax e teste de mantoux e, como confirmação, pesquisa de BAAR no escarro. Em casos especiais, podem ser feitos exames a partir do aspirado gástrico, fibronoscopia, biópsia pulmonar e pesquisa da enzima ADA. Se você apresenta tosse há mais de 21 dias, procure o seu médico.
            Há alguns fatores predisponentes que favorecem o estabelecimento da doença como: permanência em ambientes aglomerados, ser da raça negra, ser profissional da saúde, idade avançada, desnutrição, alcoolismo, tabagismo, AIDS, diabetes, tumores, doenças renais, uso crônico de corticóides e falta de higiene. Como forma de prevenção existe a vacina BCG que é aplicada nos primeiros trinta dias de vida. Além disso, evite o contato prolongado com o tuberculoso. E você que já sabe que tem o bacilo de Koch, faça o tratamento correto e evite a disseminação praticando atos simples, como proteger o nariz e a boca ao tossir ou espirrar. Afinal de contas, 6 mil brasileiros morrem por ano em decorrência da tuberculose. 

domingo, 21 de abril de 2013

Tomate caro? Substitua-o por outros alimentos.

           O aumento disparado do preço do tomate fez com que o mesmo desaparecesse das mesas e restaurantes brasileiros. Porém, este fruto tem um importante componente chamado licopeno, que tem a capacidade de ajudar na prevenção de certos cânceres, dentre eles: o de próstata. Por isso, se você está deixando de consumi-lo, deve fazer a troca com substitutos que possuam propriedades nutricionais semelhantes e um custo menor para o seu bolso.
            Na hora de montar o seu cardápio, é possível substituir o tomate por qualquer fruta ou vegetal que tenha coloração entre o amarelo e o vermelho. A cor destes frutos é determinada pelos carotenoides,  que são corantes naturais capazes de ajudar o corpo a manter os níveis normais de vitamina A - a qual auxilia na prevenção da liberação de radicais livres, que são moléculas que levam ao envelhecimento e desenvolvimento de certas doenças.
             Para garantir uma ação eficaz, pode-se consumir o pimentão vermelho, rabanete, cenoura, caqui, abobora, melancia, goiaba e outros alimentos que possuam o licopeno, vitamina C, vitamina A, magnésio, potássio e fibras. Assim como o recomendado para o tomate, o ideal é a ingestão de 100 gramas diárias das frutas e/ou vegetais que forem ocupar o seu lugar.  A melhor maneira de aproveitar a assimilação do licopeno pelo tomate é consumi-lo cozido ou na forma de sucos ou molhos, lembrando que ingerindo o tomate cru também se tem a absorção do licopeno, porém em menor quantidade.
            Não adianta comer apenas frutos do mesmo grupo. Você deve ingerir ao mesmo cinco cores diferentes, já que cada grupo de cor oferece um tipo de antioxidante distinto.
            Ter uma alimentação variada é fundamental. Não se deve fazer a mesma dieta todos os dias, pois assim é possível fazer a ingestão de diversos nutrientes. É sempre indicado ter a orientação de um nutricionista, pois este profissional irá lhe indicar os melhores alimentos conforme sua idade, sexo, estado de saúde, prática de exercícios físicos e demais fatores que consideram relevante.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Obesidade: quando ela começa?

            A obesidade é o acúmulo de gordura corporal, causado quase sempre pelo consumo de energia superior ao gasto necessário para manutenção e realização das atividades do dia a dia.  Esta enfermidade geralmente está associada a outros vários problemas de saúde, trazendo prejuízos ao bem-estar do indivíduo.
            Esta moléstia é resultado da interação de fatores como patrimônio genético, ambiente socioeconômico, cultural, educativo e o ambiente individual e familiar. Portanto, filhos de pais obesos têm grandes chances de apresentarem obesidade. Além disso, o que se tem mostrado em diversos estudos, é que o mais leva ao ganho de peso excessivo é a qualidade de vida do paciente: aumento na quantidade de alimentos e bebidas ingeridas, qualidade dos produtos ingeridos, consumo de produtos prontos (congelados, embutidos, enlatados, fast food), consumo de bebidas alcoólicas, diminuição ou exclusão total das atividades físicas, plano alimentar irregular, alimentação em horários impróprios, etc.
            O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Paciente obesos apresentam limitações de movimentos, estão mais propensos a contaminações por fungos e outras infecções dermatológicas em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser elas graves. Além disso, sobrecarregam a coluna, pernas, pés, desenvolvendo, a longo prazo, degenerações nas articulações da coluna, quadril, joelho e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda com úlceras de repetição e erisipela.
            A obesidade é fator de risco para uma série de distúrbios como: hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças cérebro-vasculares, hipercolesterolemia, distúrbios lipídicos, diabetes mellitus tipo II, aumento da insulina, câncer, intolerância à glicose, osteoartrite, distúrbios menstruais, infertilidade, apnéia do sono e outros. Isso faz com que a expectativa de vida dos obesos tenha uma diminuição significativa, principalmente aqueles portadores de obesidade mórbida.
            O diagnóstico é feito por um médico especialista através de avaliação clínica e cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que caracterizará os riscos associados à doença. O tratamento é direcionado a cada caso e deve ser feito rigorosamente conforme a orientação médica. Pode-se associar reeducação alimentar e exercício físico com medicamentos e acompanhamento psiquiátrico.
            A prevenção deve ser iniciada na infância, evitando que as crianças apresentem peso acima do normal, devendo sempre manter uma dieta saudável e associando esportes às horas vagas. Manter sempre relacionamentos afetivos entre familiares e amigos. Pacientes que recuperaram o peso, devem se manter na dieta saudável e nas atividades físicas. Portanto, não importa sua idade, alimente-se bem e pratique exercício.


sexta-feira, 15 de março de 2013

Melanoma.


            Melanoma é o tipo de câncer de pele mais letal que existe, surge a partir dos melanócitos - células produtoras de melanina (substância responsável pela cor da pele). Dos tumores epidérmicos, o melanoma representa somente 4%, mas recebe especial atenção por ser o mais grave devido à alta possibilidade de metástase (que é o "espalhamento" de células tumorais para outros órgãos).

            Fatores de risco que levam ao desenvolvimento deste câncer são: a exposição solar excessiva, história prévia de câncer de pele (pois assim há maior chance de se desenvolver outra lesão), histórico familiar de melanoma, nevos (pintas que podem ser lesões neoplásicas), xeroderma pigmentoso e ter pele clara.

            O paciente portador de melanoma geralmente não apresenta sintomas, o que pode acontecer é o surgimento de algumas lesões pigmentadas com bordas irregulares e que causam coceira. Por isso, é sempre importante que seja feita a avaliação de um dermatologista caso surja alguma lesão assimétrica, com borda irregular, de coloração variada e com diâmetro maior que 6 milímetros.

            Na fase inicial, o melanoma se localiza na camada mais superficial da pele, permitindo maior facilidade no diagnóstico e tratamento. Conforme progride, o tamanho da lesão vai aumentando, ocorre mudança de coloração, há formação de feridas, pequenas crostas, sangramento e coceira. Neste estágio, sua profundidade já está maior, sendo assim, mais grave a lesão e, consequentemente, maiores os riscos de metástases.

            O tratamento varia conforme idade do paciente, estado geral de saúde, estágio em que se encontra a doença e outros fatores a serem considerados pelo médico. Pode ser feito através de cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia biológica. É muito importante que seja feito com urgência.

Melanoma é o tipo de câncer de pele mais letal que existe, surge a partir dos melanócitos - células produtoras de melanina (substância responsável pela cor da pele). Dos tumores epidérmicos, o melanoma representa somente 4%, mas recebe especial atenção por ser o mais grave devido à alta possibilidade de metástase (que é o "espalhamento" de células tumorais para outros órgãos).

            Fatores de risco que levam ao desenvolvimento deste câncer são: a exposição solar excessiva, história prévia de câncer de pele (pois assim há maior chance de se desenvolver outra lesão), histórico familiar de melanoma, nevos (pintas que podem ser lesões neoplásicas), xeroderma pigmentoso e ter pele clara.

            O paciente portador de melanoma geralmente não apresenta sintomas, o que pode acontecer é o surgimento de algumas lesões pigmentadas com bordas irregulares e que causam coceira. Por isso, é sempre importante que seja feita a avaliação de um dermatologista caso surja alguma lesão assimétrica, com borda irregular, de coloração variada e com diâmetro maior que 6 milímetros.

            Na fase inicial, o melanoma se localiza na camada mais superficial da pele, permitindo maior facilidade no diagnóstico e tratamento. Conforme progride, o tamanho da lesão vai aumentando, ocorre mudança de coloração, há formação de feridas, pequenas crostas, sangramento e coceira. Neste estágio, sua profundidade já está maior, sendo assim, mais grave a lesão e, consequentemente, maiores os riscos de metástases.

            O tratamento varia conforme idade do paciente, estado geral de saúde, estágio em que se encontra a doença e outros fatores a serem considerados pelo médico. Pode ser feito através de cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia biológica. É muito importante que seja feito com urgência.

          Como forma de prevenção use sempre filtro solar (não somente no rosto), evite a exposição ao sol entre as 10:00h e as 15:00h, use blusas de manga comprida e chapéu para se proteger do sol e faça sempre um auto exame de sua pele, caso encontre alguma alteração, procure um dermatologista para esclarecer suas dúvidas e realizar exames mais detalhados.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Sangue Derramado.

         Acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido popularmente como derrame, é um evento ocasionado pelo entupimento ou rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro, acarretando danos à área cerebral que ficou sem a circulação adequada.
            O termo derrame não é o mais apropriado quando nos referimos a um Acidente Vascular Cerebral (AVC), já que existem dois tipos de AVC e, apenas em um deles, é que ocorre o extravasamento de sangue no parênquima encefálico. No AVC isquêmico, o que acontece é a falta de circulação por obstrução de uma ou mais artérias por ateromas, trombose ou embolia. Ocorre normalmente em pessoas com idade avançada, com colesterol elevado, com problemas vasculares, diabéticos, hipertensos e fumantes. É no AVC hemorrágico que acontece o sangramento cerebral provocado pelo rompimento de uma artéria ou vaso sanguíneo, em virtude de hipertensão arterial, problemas na coagulação sanguínea e traumatismos. Pode ocorrer em pessoas mais jovens e a evolução é mais grave.
            Um paciente que sofre este evento pode apresentar como sintomas: diminuição ou perda repentina da força na face, braço ou perna de um lado do corpo; perda súbita da visão em um ou em ambos os olhos; alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou compreender a linguagem; alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo; dor de cabeça repentina e intensa sem causa aparente; instabilidade, vertigem súbita, intensa e desequilíbrio associado a náuseas e vômitos.
            O tratamento tem a intenção de restaurar as funções afetadas, melhorando a qualidade de vida do paciente e vai ser realizado de acordo com as particularidades de cada caso. Para isso, faz-se necessário o acompanhamento por equipe multidisciplinar, composta por médicos, fisioterapeutas, psicólogos e demais profissionais da saúde. Um dos fatores determinantes para a permanência das sequelas e o número das mesmas é o tempo entre o acontecimento do AVC e o recebimento do tratamento necessário. Por isso, é de suma importância levar o paciente o mais rápido possível para o hospital, pois os danos são maiores após as 3 primeiras horas. A pessoa acometida pelo AVC pode apresentar diversas sequelas decorrentes da imobilidade e acometimento muscular, tais como: alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldades para se alimentar, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão e outras.
            Para prevenir-se desse mal, tenha controle da pressão arterial, do colesterol, da glicose sanguínea, mantenha uma dieta alimentar equilibrada, pratique exercícios físicos regularmente, não fume, se distraia para reduzir o nível de estresse e informe o seu médico se houve ou se há na casos de doenças neurológicas (inclusive enxaqueca) ou cardíacas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Teste do pezinho.


       
         
O teste do pezinho, ou triagem neonatal, é um exame laboratorial simples realizado obrigatoriamente em todos os recém-nascidos entre o terceiro e sétimo dia de vida. Através dele faz-se uma bateria de exames que detectam precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas que poderão causar alterações neuropsicomotoras irreversíveis no bebê, como o retardo mental.
            O teste é assim chamado pois a coleta é feita através de um furinho no calcanhar do bebê e as gotinhas de sangue são absorvidas por um papel filtro (o cartão para análise). O exame pode ser realizado nas maternidades, após o seu filho completar 48 horas de vida, já que, antes disso, o teste pode sofrer interferência do metabolismo materno. Existem diferentes tipos de exames do pezinho. O Sistema Único de Saúde (SUS) instituiu o Programa Nacional de Triagem Neonatal, que cobre a identificação de até quatro doenças (fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme e fibrose cística). Mas nem todos os estados brasileiros realizam os quatro testes. O Programa Nacional de Triagem Neonatal prevê três fases do teste do pezinho, em que os estados devem se adequar. A primeira fase detecta as doenças fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito. A segunda inclui a anemia falciforme, e a terceira fase a fibrose cística. Caso o teste seja feito em laboratórios particulares, são três perfis: o básico, o ampliado e o plus; sendo o último o mais completo. A maioria das doenças pesquisadas podem ser tratadas com sucesso desde que diagnosticadas antes mesmo de os primeiros sintomas se manisfestarem.
            A versão plus detecta mais de 30 doenças, mas ainda é um recurso com um custo elevado e não disponível na rede pública. O teste disponibilizado pelo SUS é obrigatório, exija seus direitos! Algumas doenças detectadas pelo teste são: a anemia falciforme, deficiência de biotionidase, fenilcetonúria, galactosemia, glicose-6-fosfato-desidrogenase, hipotireoidismo congênito, hiperplasia congênita da supra-renal e toxoplasmose. O diagnóstico precoce oferece condições de um tratamento iniciado nas primeiras semanas de vida do bebê, evitando a deficiência mental. A deficiência, uma vez presente no corpo, já não pode ser curada.
            Por isso, mamães, não fiquem chateadas! Pois o calcanhar é região rica em vasos sanguíneos e o furo é quase indolor. Mas os bebês choram porque esta uma nova sensação a eles. E apesar do teste ser do pezinho, alguns lugares optam por coletar o sangue do braço do bebê pois pode ser mais rápido e menos doloroso. Dê a seu filho este carinho, faça o teste do pezinho!!!