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quarta-feira, 1 de julho de 2015

CANDIDÍASE NÃO É SOMENTE UMA DOENÇA SEXUAL.



A candidíase é uma doença causada por fungos que pode afetar os órgãos sexuais, a boca, a pele e o intestino. O tipo mais frequente é a candidíase vaginal que, ao contrário do que muitos pensam, não é causada somente por transmissão sexual. O fungo causador da doença, geralmente Candida albicans, é pertencente à flora normal da vagina e, quando o sistema imune está debilitado, esta levedura pode se proliferar e causar a infecção.   
            A candidíase vaginal é considerada um dos mais irritantes corrimentos e manifesta-se na mulher por coceira, irritação intensa, sensação de queimação ao urinar, dispaurenia – dor durante a penetração, vagina e vulva edemaciadas e avermelhadas e eliminação de corrimento espesso em grumos semelhantes a coalhos. Nos homens, os sintomas são mais brandos e podem passar desapercebidos, entre eles estão: coceira na região genital, vermelhidão, dor ao urinar, pontos brancos, eliminação de corrimento semelhante ao sêmen e leve edema. Em ambos os sexos, as lesões podem estender-se à região perianal e virilha. A complicação mais comum é a disseminação sistêmica e ocorrem especialmente em pacientes imunodeprimidos.
            A transmissão acontece pelo contato com secreções provenientes da boca, pele, órgãos sexuais e dejetos de pacientes portadores. Durante o parto, a mãe pode transmitir para o feto. É importante lembrar que esta infecção pode desenvolver-se sem que haja contato com uma pessoa portadora da Candida, a maioria dos casos acontece quando o sistema imune está debilitado. Alguns fatores como gravidez, diabetes melito, obesidade, uso de roupas justas, uso de certos antibióticos, anticoncepcionais e corticóides, menopausa e infecções são contribuintes para desenvolvimento da candidíase.
            O diagnóstico é feito através do exame ginecológico, exames laboratoriais e o Papanicolau. O tratamento é realizado por medicamentos via oral e pelo uso de cremes antifúngicos. As formas de prevenção são simples e vão desde o uso de preservativos durante as relações sexuais até uma perfeita higienização durante o banho, além disso, deve-se investigar os fatores predisponentes, evitar os banhos coletivos – piscinas, banheiras, etc., não usar toalhas e roupas de outras pessoas, evitar o uso de roupas justas, passar as roupas íntimas com ferro, secar-se bem, usar roupas íntimas de algodão a fim de evitar a umidade local e optar por sabonetes, absorventes e papéis higiênicos neutros.

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